Ao longo do tempo se discuti o que o homem tem de diferente, de especial que o torna tão diferente dos outros.
Alguns acham suas explicações na religião, outros na ciência, outros na filosofia, mas o indiscutível é que pensamos sobre os outros, sobre nós mesmos e sobre o porquê pensamos, muitos caminhos e hipóteses são discutidas, ser assim, ser humano, ter ganho um sopro divino nas narinas, estar aqui vivo, pensando, existindo e questionando.
Se formos pensar genéticamente menos de 2% do genoma humano é diferente do chimpanzé, e ainda tem os que o chamem de parente, por favor! eu não sou parente de chimpanzé, tudo bem, são menos de 2%, mas essa porcentagem faz toda a diferença, são 2% com qualidade.
Continuando com os números...O homem possui apenas 300 genes a mais do que o camundongo, isso num total de 30 milhões, posssui 220 genes herdados de bactérias, e nem por isso somos bactéria.
Dividimos nossos genes com toda a humanidade sendo a diferença de um indivíduo para outro de apenas 0,1% e mesmo assim temos nossa identidade, somos unicos.
Mas então o que nos torna tão especial?
A consciência. Esperem um pouco, isso não é bem uma afirmação, vamos encarar como uma discussão.
Ao longo da história a idéia de consciência vem se modificando e com ela também a identidade humana.
Na sociedade grega a consciência é o conhecimento de si, o auto conhecimento, se dava de forma externa já que estava intimamente ligada a sociedade, a vida comum.
Os cristãos modificaram totalmente essa visão, para eles a consciência era a possibilidade de pensar e julgar seus próprios atos, dando um sentido moral, também de cunho externo já que era entendida com base na fé e na relação homem-Deus.
Durante a modernidade este termo passou a ter sentido de racionalidade sobre a vida e sobre si próprio, com essa visão secularizada e dessacralizada a experiência passa a ser alvo, o homem passa a ser centro, a consciência tem sentido de entendimento e a faculdade humana passa ter uma qualidade cognitivista, ocorre uma transferência externa para interna
Hoje, a consciência perde a importancia como definidora da identidade humana, sendo resultado da crítica à razão como condição para o conhecimento, firmando mais ainda o homem de forma individual, particular, a consciência é relativizada, a linguagem e o discurso interior agora constrem o conhecimento.
Para mim a identidade humana é um mistério, pensamos sim, através de nossas culturas, estudamos, pesquisamos, elaboramos teorias que tentam explicar e resolver essas questões, mas saber de fato, o porquê, só mesmo desvendando os segredos de um sopro.
Adriana
11 comentários:
O ser-humano é uma eterna incógnita
"Ser humano" é a sabedoria do viver o "SER - Humano"
Belo trabalho.
Essa temática da consciência é super interessante, Adriana; porém, é algo que se vai esbatendo no colectivo pelo tipo de vida que o Homem tem actualmente. Somos espelhos uns dos outros, agimos segundo o aceite e incentivado na sociedade. E isso é absolutamente contrário à consciência. Uma lástima...
Boa semana!
Beijinhos
sim de facto a identidade humana e algo que poderiamos pensar dias e dias a fio que todos os dias iriamos ter uma nova visao e opiniao, contudo existem teorias que talvez possamos levar mais a serio que algumas opinioes menos fudamentadas como nos faculta freud ou brown
muito bom tema
abraço
Olá. Realmente a temática "ser"-humano é por demais vasto, e nos faz pensar. Contudo, teorias freudianas são deveras materialistas e de certa forma a meu ver, fundamentalistas. No campo da "psicologia" e desdobramentos, entendo melhor as colocações de Victor Frankl, cujo "centro" é o sentido da vida: "Logoterapia" (favor não confundir com logosofia e outras palavras similares). Vale a pena ler os trabalhos deste Psicoterapeuta. Um néctar da sabedoria humana e muito realista... Abraços a todos
Olá Walter
O homem é uma incógnita que não nos conformamos em não tentar desvendar.
Também tenho meus conflitos com as teorias freudianas, principalmente para quem é cristão tem certas coisas que ficam meio complicadas de aceitar
Já concordo com Frankl quando diz que as pessoas sempre tentar dar um sentido a tudo, isso é muito coerente, valorizar a espiritualidade de cada um é valorizar o próprio indivíduo.
Obrigada por este excelente comentário
Oi Fernanda
Realmente as pessoas tendem a copiar uns aos outros, entram nestas ondas de modismos, fazem coisas sem sentido apenas porque todos estam fazendo, não se pensa, não se reflete...
Uma ótima semana para você também
beijinhos
Olá Anônimo
Não é fantástico isso! a cada dia que pensamos sobre o mesmo assunto temos a possibilidade de termos outras conclusões.
Concordo com você sobre essas teorias.
Obrigada, que bom que gostou do tema.
Abraços
Pois é Adriana
Frankl caminha na "proposta" mais ampla quando diz que logoterapia é "a psicologia a partir do espiritual", ou seja: a pessoa encontrar um sentido para sua vida, mesmo diante de dificuldades.
Muitos se perguntam: "PORQUE isto ou aquilo justo comigo que sou..."
Quando o essencial é procurar entender "PARA QUE esta situação (condição, fato...) juso agora comigo?" Buscar a resposta correta para esta segunda pergunta é encontrar o sentido da vida que nos é dado. É encontrar o verdadeiro sentido da transcendência com o Eterno.
Há muito a discorrer sobre esta situação. Lembra quando sugiro: "a essência da vida, está num tripé: técnica; criatividade, espiritualidade". Com isto quero afirmar que encontrar o verdadeiro sentido da vida é ter o primordial equilíbrio neste "tripé" porquanto se um destes pés falhar... a vida perde seu "norte", ou seja: perdemos a razão de nossa existência neste mundo.
Pense... Frankl ainda acentua que a espiritualidade é o re-encontro com o Divino, qual seja: re-ligare = religião. E acrescenta que a arte é um dos exercícios da expressão sensorial. Acrescento: A arte, qualquer que seja, é o âmago da comunicação universal entre os viventes, e o sabor da incondicional manifestação de vida.
Belo fim de semana
Bjs
Oi Dri :D!
Estou contigo e não abro: não sou parente de chimpanzé mesmo!! Isto é conversa dos evolucionistas, para dizerem que o criacionismo é um conto de fadas...huh!
O mais engraçado é que muitos de entre esta gente que afirma sermos parentes de macacos, é racista (ou seja, jamais pensaria em ser parente de um negro, ou chinês ou índio...mas de macaco pode! Sinceramente...).
"mas saber de fato, o porquê, só mesmo desvendando os segredos de um sopro." - lindo!!
Eu acho que o que nos difere de todos os outros seres é a Razão e Emoção: pensamos, analisamos, formamos estratégias, aprendemos, conhecemos; amamos, partilhamos, zangamo-nos, vingamo-nos, dedicamos o nosso ser a outrém...tudo coisas que outros seres não fazem (pois respondem mais ao instinto, e este é desprovido de pensamento, de razão).
Excelente post (como sempre) :D!
Beijossss amiga!!
Oi Walter,
Muito bem colocado,dar um sentido também como um objetivo como uma meta, um lugar onde chegar...Conseguir estar em meio a dificuldades e mesmo assim encontrar explicações e forças para continuar vivendo e lutando, essa é a grande questão, talvez conseguir ver ou enxergar o "outro lado da moeda" da vida, isso é mesmo difícil...deve ser exercitado.
Muito obrigada, meu amigo e professor por acrescentar tanto com excelentes pensamentos.
beijos
Oi Max
Não é verdade, que idéia de querer que todos achem que somos parentes de chimpanzé...
"O mais engraçado é que muitos de entre esta gente que afirma sermos parentes de macacos, é racista (ou seja, jamais pensaria em ser parente de um negro, ou chinês ou índio...mas de macaco pode! Sinceramente...)."
Brilhante!!! é exatamente isso...como pode, o racismo é nojento, não tinha pensado sobre essa ótica.
É razão e emoção, justamente o que nos dá os conflitos existências, mas também o que torna nossas vidas tão interessantes.
Obrigada amiga
beijinhos
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