Isso pode até gerar algumas interrogações, mas são esses pensamentos que me fazem enxergar coisas que seria melhor que eu não enxergasse, seria por pingos nos ís, juntar fatos, compor idéias, e num momento meio dormindo meio acordada pode ser desastroso, mas era mais uma madrugada e estive lendo algo sobre o educar, o ensinar ou quem sabe o educar-aprendendo. Eu como todos da minha faixa etária, acredito, estudaram num sistema do ba, be, bi, bo bu, confesso a vocês, não me lembro o que eu achava sobre isso na época, mas também não tive grandes dificuldades para aprender, conforme o tempo foi passando a professora-tia agora começava a exigir mais através de textos, que infelizmente tínhamos que decorar, e fazer as avaliações que testavam mais nossa capacidade de memorizar do que de compreender, de associar, enfim o tempo passou chegou a hora da universidade, aí foi o auge da "decoreba", e hoje infelizmente não é muito diferente, temos os concursos públicos e outras provas que não provam nada, à espreita em qualquer esquina.
Mas por que não tentar algo diferente... acho que a felicidade de qualquer aluno seria um outro tipo de escola, um lugar onde ele fosse respeitado e menos cobrado, onde as coisas fizessem mais sentido, onde sua realidade fosse levada em conta, onde ele se sentisse um cidadão mesmo fazendo parte da banda excluída da sociedade.
Porque professores não descem um pouco de seus pedestais e tentam aprender algo com seus alunos, afinal ensinar e aprender é uma via de mão dupla, não pode-se ensinar sem aprender e aprender acaba levando ao ensinar, faz parte da cadeia, é uma troca social, talvez a mais importante mas também a mais desvalorizada.
Entender o outro está cada dia mais complicado, ainda mais entender-ensinando e pensando no salário que não vai dar, nas inúmeras aulas ainda por dar, nas condições precárias e etc.
Confesso que não consegui concluir meus pensamentos, acho que este assunto me dá sono, que bom porque já sei no que pensar na próxima madrugada...
Mas uma coisa valeu muito à pena, foi ler as palavras do professor Paulo Freire:
" Uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas. Por isso é que o pensar certo, ao lado sempre da pureza e necessariamente distante do puritanismo, rigorosamente ético e gerador de boniteza, me parece inconciliável com a desvergonha da arrogância de quem se acha cheia ou cheio de si mesmo."
(Paulo Freire-pedagogia da autonomia)
Adriana
5 comentários:
p16
Muito bonito o novo visual. Gostei muito.
Oi Dri :D!
Primeiro: parabéns pelo novo visual do blog - está super sexy!
Quanto ao post: adoro os teus pensamentos de madrugada lol.
Ensinar é aprender; e aprender é lembrar aquilo que já sabemos.
Fiz um artigo sobre a reforma do ensino (que sai em Julho) e concordo que novos métodos devem ser implementados...o velho modelo de ensino está obsoleto, sem dúvidas.
Beijos
OI Max
Obrigada, estou num momento mais intenso! LOL
Essa questão da educação é muito interessante, pois ela é a base do pensamento de uma população, é estratégico, é político.
"Fiz um artigo sobre a reforma do ensino (que sai em Julho)"
Que bom, não vou perder.
Beijos
Oi Dri,
Momentos intensos: são vitais para o nosso crescimento pessoal.
Quanto ao artigo que iria sair em Julho: só sairá em Agosto afinal (houve uma pequena mudança de planos...depois conto).
Beijoss, querida
Gostei da reflexão!
" Uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas."
Muito sábio...!
Abraço,
Paz e Bem!
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