quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O gondoleiro do Amor

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do gondoleiro do amor;
                .
                .
                .

Teu amor na treva é - um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa - nas calmarias,
É abrigo - no tufão;

Trecho do poema "Gondoleiro do amor"
Espumas Flutuantes
Castro Alves


Um olhar, um mistéiro, sentimentos
que não se previam, que não se
sabiam, escuridão...
Sem saber quais caminhos trilhar,
sem ilusões sobre o que o amor podia dar.

Navengando, naufragando, às vezes,
sem uma luz ou luar,
só ondas que levam e trazem,
sentimentos sem julgar,
alguns insistindo em maltratar
e em escurecer ainda mais este olhar.

e pediam a alguém que os conduzissem
neste mar,
que levassem a calmaria
a praias tranquilas,
que os deixassem brilhar.

Adriana

2 comentários:

Max Coutinho disse...

Ola Dri! :D

O poema de Castro Alves é lindo, mas o teu é mais pungente - adorei!

O amor é um sentimento tão procurado, tão desejado, tão invejado e, contudo, tão negligenciado...meu Deus.

Minha querida, acabei de ler o teu comentário no meu blogue: a sugestão é óptima, pela qual agradeço imenso; e após uma pequena pesquisa (porque não estou ao corrente do sistema educacional Português de agora) produzirei o artigo com todo o gosto :D.

Se tiver alguma dúvida em relação ao teu pedido, contactar-te-ei, ok?

Beijinhos

Adriana Creazola disse...

Oi Max
Que bom que gostou...
Obrigada por aceitar minha sugestão, estou aguardando o artigo...

beijos e ótima semana