segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coma e seja feliz /resenha


"Coma e seja Feliz" é um livro de 373 páginas escritas por Elizabeth Somer, que ao longo de seu desenvolvimento vai dando dicas de uma alimentação saudável que prioriza a felicidade e não só uma busca irracional por um padrão estético imposto pelo mundo atual.

O livro está dividido em 14 capítulos sendo os 11 primeiros entitulados como segredos. Segredo número 1, 2  e assim por diante e os restantes dão enfase a dieta do bom humor, e receitas que levam a este estado. A narrativa é bastante leve mas ao mesmo tempo fornece conhecimento sobre nutrição, neurologia, efeitos que os alimentos provocam no organismo, e em cada capítulo dá dicas de cardápios e mundaças de hábitos alimentares.

Alimentar-se vai muito além de comer, é uma questão de escolha, que envolve bom senso, e dependendo da escolha isto trará prejuizo ou benefício ao organismo, e como atuamos de forma complexa e interligada, a nutrição responde de forma direta a felicidade.

Qual o propósito da vida? a busca da felicidade? se for...a autora recomenda, trate de mudar suas escolhas alimentares, pois estas poderão deixá-lo mais feliz ou até meio triste.
"Você é o que você come" com essa afirmativa Elizabeth, dá inicio as explicações de como nos fazemos mal com nossas escolhas. Afinal trocar leite por refrigerente ou uma alimentação balanceada por fast-food terá alguma consequencia.

Mais adiante explica a estreita relação entre carboidratos e serotonina, os doces e o "barato"que eles provocam pode ser algo traiçoeiro.

Porque nos deixamos enganar com tantos alimentos industrializados, que são calorias vazias sem algo que realmente nos fará bem?, porque trocar uma fruta por batatas fritas, ou por sucos industrializados em caixas.

Temos que voltar a comer comida de verdade para nos sentirmos melhores, mas o que é comida? somos constantemente bombardeados com as intenções do mercado, que quase esquecemos, do que é realmente comida, e comemos de tudo que vendem nos mercados, cheios de sal, cheios de gorduras, cheios de açucar, mas então vem a questão do bom senso, o que devemos comer?

No livro em cada capítulo a autoras especifica o que é melhor como distribuí-los nas refeições e o seu ganho e perda de peso ao longo do tempo.
E desta forma ela vai desvendando os segredos dos alimentos e suas consequencias para o nosso humor.

O livro é interessante, pois nos dá uma visão de como nosso metabolismo age de acordo com cada alimento, qual a consequencia de seu uso e quais os efeitos a longo prazo, é recomendável a todos que buscam uma vida mais saudável, que querem manter-se em forma e mais feliz.


Adriana

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O gondoleiro do Amor

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar...
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;

Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do gondoleiro do amor;
                .
                .
                .

Teu amor na treva é - um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa - nas calmarias,
É abrigo - no tufão;

Trecho do poema "Gondoleiro do amor"
Espumas Flutuantes
Castro Alves


Um olhar, um mistéiro, sentimentos
que não se previam, que não se
sabiam, escuridão...
Sem saber quais caminhos trilhar,
sem ilusões sobre o que o amor podia dar.

Navengando, naufragando, às vezes,
sem uma luz ou luar,
só ondas que levam e trazem,
sentimentos sem julgar,
alguns insistindo em maltratar
e em escurecer ainda mais este olhar.

e pediam a alguém que os conduzissem
neste mar,
que levassem a calmaria
a praias tranquilas,
que os deixassem brilhar.

Adriana

domingo, 8 de janeiro de 2012

Num Balão

Um dia num balão, quem sabe sobrevoarei os céus.
Leve, calmo, suave , mas alto, tão alto que muito poderia ver.
Paisagens surreais, lagos gigantes, montanhas sossegadas.
Quem sabe ruinas, arruinadas, civilizações que foram, e hoje só lembraças, ou páginas de livros.
Quero sobrevoar o mar, ah o mar! como é grande! imenso, um mundo a parte, onde abriga escondido em algumas fendas os monstros do passado, o berço da humanidade.
Um barquinho bem pequeno veria perto de uma praia tranquila, pescadores talvez seriam, trabalhariam e buscariam seus sustentos, mas acho que não, poderiam estar a caça de sereias, seres mitologicos... seriam piratas? não...
Mas a frente uma floresta gigantesca se estenderia como um tapete, seria incrivel! mas acreditem pareceria um gramado, verde, muito verde...a espera de crianças brincando, bolas saltando, piquiniques, pique-esconde, buburinhos, gritinhos de alegria, ali a vida renasceria, em cada folha, em cada árvore uma esperança, uma promeça.
Meu espaço é pouco, num cesto eu viajo.
Viajo por letras de todos os livros que já li.
Sentaria um pouco, tudo seriam tão intenso que num momento precisaria olhar para mim.
Me ver ali naquele balão. E veria, tudo que seria estaria ali, dependurado, amarrado a algumas cordinhas que sustentariam toda uma vida.
Olharia para cima e veria o fogo...o fogo da vida, que queima, que arde em chamas que me torna eu.
O que buscaria dentro de mim se revela por fora...
E olharia para baixo mais uma vez agora voando baixo, veria num sobressalto, dois olhares que me comtenplariam, dois que seriam um, mãos dadas, vidas unidas, e erguidas num só sopro, que belíssima visão seria, neste momento perceberia que as nuvens me cobririam e aos poucos eu sumiria como numa visão...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fotopinturas/ Arte


http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2213/fotopinturas-colecao-titus-riedl-retratos-cultural-popular


A fotopintura é uma típica arte popular brasileira, com fortes influencias nordestinas, seus autores (fotopintores) são chamados de bonequeiros, atuavam ampliando as fotografias, mudando as cores, davam uma repaginada geral na foto, que quase sempre iam parar num porta-retrato ou num quadrinho na parede.
Hoje na era photoshop, estes artistas estão quase em extinção, porém seus trabalhos contam um pouquinho de nossa história e cultura.
Essas fotos falam de histórias de famílias, davam a oportunidade de homens humildes aparecerem na foto de terno e gravata, juntavam pessoas vivas com seus antepassados já falecidos e que as vezes nem viveram na mesma época.
A técnica foi inventada em 1863 por André Adolphe Eugène Disdéri.

O vídeo abaixo fala um pouco mais desta arte.





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O ladrão de Raios- Resenha







Primeiro volume da saga Percy Jackson e os OlimpianosO Ladrão de Raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.
O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses. 




O Ladrão de raios é o primeiro livro da saga de Percy Jackson de Rick Riordan, um livro infanto-juvenil que mistura aventura, ação e muita mitologia.
O livro é escrito em primeira pessoa dando um caráter bem pessoal, como se fosse uma conversa com o leitor, o próprio Percy contando suas aventuras ao pé-do-ouvido.
Percy inicia sua narrativa contando suas desventuras na escola e suas dificuldades com a dislexia, fala de seu melhor amigo Grover e logo no inicio  trava uma batalha com a professora de matemática, que na verdade
é um ser mitológico mandado para acabar com sua vida, Percy precisa fugir e com a ajuda de sua mãe foge e tem que enfrentar um minotauro e acaba indo parar no acampamento meio-sangue onde começa a conhecer sobre sua origem, sobre sua identidade e a de alguns amigos.
Com o passar dos capítulos a narrativa concentra-se no cotidiano do acampamento e nas histórias mitológicas envolvidas, até que Percy fica sabendo que o raio de Zeus foi roubado e ele era o principal suspeito, depois disso ele recebe a missão de sair em busca do raio, passa por diversos acontecimentos até chegar ao submundo, e lutar com deuses e monstros.
O livro é interessante porque é um livro de aventura num contexto mitológico totalmente inserido na contemporaneidade, mas quem pretender ler achando que o livro é uma narrativa fiel do filme está enganado, parecem até histórias diferentes, existe uma mesma linha, mas o livro é bem mais descritivo e com partes até diferentes das do filme.
O livro é interessante para crianças e jovens interessados em literatura fantástica, aventura com um toque de conhecimento e claro para os adultos que não tem vergonha de admitir que adoram o gênero.
Rick Riordam é o autor do livro, nasceu no Texas, recebeu várias premiações e escreveu diversos best- sellers

Adriana

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O sol refletia na vidraça, que de muito colorida deixava cores pelo chão.
pirulito que bate, bate...
As crianças brincavam alegremente no quintal.
pirulito que já bateu...
Uma gota escorre sorrateira pela vidraça, e se mistura a ela deixando um minúsculo caminho escorregadio.
Quem gosta de mim é ele...
A sala está a meia luz, móveis coloniais, impiedosos e gigantescos montavam guarda naquele recinto.
E quem gosta dele sou eu...
silêncio...O peso do momento se refletia no ambiente.
Ciranda, cirandinha...
Quadros se equilibravam nas paredes, de pessoas que há muito, não estavam mais lá, mas que agora riam daquela situação.
Vamos todos cirandar...
Essa era a conseqüência de seus momentos de glória, da molecagem, da sua eterna teimosia de viver a vida descompromissadamente, de achar que o mundo estava aqui para ser explorado, para ser descoberto.
Mão escorrega pela janela, o vidro suado forma outras gotas que escorrem e seguem o seu caminho inevitável.
Crianças brincam lá fora, aqui dentro a espera, uma hora o castigo acaba...
Momentos são eternos.

Adriana


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal

Carla andava pela rua.
Não tinha neve, árvores cobertas de gelo, pessoas patinando, ou corais em praças públicas mas
era Natal. Tudo exalava Natal, não sabia porque ou se acontecia com as outras pessoas, mas ela sempre sentiu o cheiro do Natal e não era cheiro de rabanadas ou assados, era um cheiro que sentia com a alma, que a deixava arrepiada, com uma imensa paz interior.
Pessoas alegres conversavam pelas ruas, arrumavam mesas conjuntas para a grande ceia.
Viu árvores de Natal por toda a parte, pequenas, grandes, com bolas coloridas, estilizadas, cor de rosa, azul, prateada, viu frutas, abacaxis, bananas, melancias, morangos, pêssegos, mas a cara do Natal estava no abacaxi e nos caminhões que os vendem nas ruas nessa época, o que seria do Natal sem abacaxi? se perguntava...
Uma família apressada passou a sua frente, carregava um frango, para a ceia, mas um frango daqueles de Natal, deliciosamente fabricado, inventado, sei lá o que, mas ela sempre duvidou que este frango provinha da natureza mas sim de algum laboratório, mas uma coisa ela concordava era delicioso e substitui o peru com maestria.
De repente um Papai Noel, Ho ho ho Feliz Natal! gritou com uma voz sofrida, em meio a suores, com botas, casaco, gorro sob um calor de verão de um país tropical.
Carla riu, e imaginou um Papai Noel brasileiro, ele usaria bermuda, óculos escuros, faria a barba com certeza, teria uma barriguinha malhada na academia, bronzeado, um boné em vez do gorro, Nossa! pensou... esse Papai Noel está mas para artista de cinema.
Continuou andando, viu também gente jogada no chão, no caos! onde a humanidade se resumia a uma linha tênue, drogas, miséria, sujeira, quanta tristeza Carla viu...
Viu uma igreja...entrou... estava silencio, ajoelhou e orou... pediu a Deus por aqueles que não estavam num bom momento, pediu a Deus que consolasse os que precisavam, que desse um caminho aos que clamavam, que curasse os que necessitavam, que curasse não só o corpo mas a mente das pessoas que viam e não enxergavam...
Carla terminou sua oração e andou de volta para casa, de volta para sua família, para perto das pessoas que Deus escolheu para ser os seus.


Um Feliz Natal a todos e obrigada por todas as visitas e comentários

Adriana

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Você gosta de papel de parede?

você gosta de papel de parede?

Foi com esta pergunta no mínimo estranha que ele falou com Ana pela primeira vez.

Era setembro, clima agradável, uma brisa leve e refrescante passeava entre as flores que surgiam pelos jardins.

Ana andava apressada, compenetrada segurando com desenvoltura, livros, cadernos e mais uma infinidade de trecos que necessitaria na aula de artes, caminhou até o ponto de ônibus, música nos ouvidos, cabelos longos sobre os ombros, olhos brilhantes que mostravam seus primeiros passos na juventude, saia, blusa de gola, ombros a mostra e mil pensamentos embalados na mente, foi quando uma voz a trouxe de volta ao mundo.

___Você gosta de papel de parede?

A princípio, Ana achou que não era com ela, não respondeu.

Ficou atenta, não pela pergunta mas pela surpresa de ter sido perguntada.

___Você gosta de papel de parede?

Era com ela. É estranho o efeito que um gesto inesperado pode causar numa pessoa. Ele não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, cabelos castanhos cortados, jeans, tênis, vinte e poucos anos bem distribuídos e aproveitados, olhar a esmo como se refletisse filosoficamente sobre sua solene pergunta.

Ana balbuciou qualquer coisa sem importância e sem sentido, não sabia sobre papeis de parede, mais a pergunta a intrigou.

Os olhares se cruzaram e momentaneamente se questionaram sobre coisas distintas, ele na ânsia de ser respondido e ela na imensa curiosidade de ter sido perguntada, afinal o todo foi abalado,

Os olhares se afastaram e viram que ônibus distintos haviam parado, pessoas entrando e saindo mentes inertes vivendo o inevitável.

O dia assumiu seu rumo, livros, lições, leituras, amigas, papo, gente falando, gente correndo, gente trabalhando...

Outro dia nasceu, outra vez Ana viu-se na rotina de seu caminho, andou agora menos dispersa, o coração estranhamente bateu, a mão suou sobre o livro, mas porquê? No ponto as mesmas pessoas, os mesmos assuntos e nada...olhou para os lados na esperança que ele retornasse e se ele não aparecesse nunca mais, como ela conseguiria sobreviver com a incerteza do porquê daquele questionamento.

O ônibus no ponto, novamente gente entrando, ficou atrás, mas não aconteceu, entrou no ônibus meio decepcionada com o destino, destino este cruel que tinha lhe mostrado a cara e em seguida saído de fininho, sentou. Pessoas ainda entravam, se acotovelavam e se encaixavam nos espaços vazios, Ana olha pela janela, o ônibus da a partida e nada... o dia passa normalmente mas aquilo não lhe saia da cabeça deveria saber mais sobre papeis de parede? E se ele a perguntasse novamente seria interessante que soubesse algo sobre o assunto, mas por outro lado aquilo tudo poderia ser uma grande besteira, ele poderia nunca mais aparecer, ele nem sequer poderia lembrar de seu rosto, será? Mas Ana resolveu arriscar, pesquisou durante a tarde e viu uma infinidade de papeis, de bolinhas de florzinhas, rosas, azuis, mas porque aquilo? Ela não gostava nem um pouco de papel de parede, acho que seria mais interessante se ela falasse a verdade.

A tarde passou bem, saiu com amigos foram a lanchonetes, visitou um museu, mas seu mundo não era mais o mesmo...

Alguns dias se passaram, e nada daquele que ela esperava, passou vários dias, e como o tempo é implacável, esqueceu.

Mais uma manhã e Ana caminha com seus livros na mão, calça branca, sandália rasteirinha, uma pasta, pinturas, desenhos à carvão, aquarelas recém pintadas, para no ponto, gente falando, vários assuntos, burburinho, freios, buzinas, músicas aos ouvidos, que refúgio!

Uma mão a toca no ombro, os fones caem com uma virada súbita de cabeça

E então você gosta ou não de papéis de parede?

O ar lhe faltou neste momento, a vários dias que ela sabia exatamente o que dizer, mas agora! Agora ela não esperava.

___Si- si sim eu gosto, respondeu mesmo não sendo a verdade.

Um olhar meio confuso.

Ana começou a discursar, falou tudo que tinha pesquisado sobre o assunto, as últimas tendências, cores, modelos modos de aplicar, mas cada vez mais via um olhar distante, diferente daquele dia.

___Então você gosta. Porque eu não gosto muito e minha decoradora quer colocar no meu quarto, mas como você gosta tanto talvez eu coloque, quer tomar uma café comigo para conversarmos mais sobre o assunto?

___Adoraria.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma porta entreaberta

Uma porta entreaberta, um perfume inebriante escapava daquele lugar, a cena estava intacta, lençóis brancos caiam da cama travesseiros por todos os lados, todo o ambiente era em tons pasteis, exceto um buque de rosas vermelhas que ainda na cabeceira repousava num jarro com um pouco de água, as rosas já maduras abriam-se e algumas pétalas jaziam ao chão, mas sua exuberância e frescor ainda estavam presente. Um braço pendia da cama muito claro e bem torneado, entregue a um profundo sono. As cortinas balançavam deixando uma refrescante brisa no ar, cortinas de renda leves e soltas num continuo balançar exibiam rapidamente o exterior, de forma que se via mas não se deixava explicar.

Um abajur na mesinha à esquerda, que intrigante aquela peça! Sem luz para não atrapalhar o momento... nem um som se ouvia... silêncio, que as vezes era quebrado com os suspiros da respiração noturna, um tapete, uma paisagem na parede, uma praia distante, com coqueiros e sol no horizonte, moldura clássica, tela assinada e colocada em destaque, no quarto se via pouco, mas se imaginava muito, um livro no chão ainda não lido páginas abertas expondo... do lado do abajur uma taça, canetas...

A cortina no seu balançar dava nuances no chão, a renda semitransparente deixava a claridade presenciar o ambiente, que entrava sem pudor e preenchia os cantos mais obscuros daquele lugar.

De repente o inesperado, uma borboleta, azulada entra e borboleteia pelo quarto, sobe e desce batendo incansáveis asas, beija as rosas que ao seu toque movimentam-se lentamente e continua sua busca metamórfica pelo melhor lugar, quando encontra aquele corpo que repousa e nele resolve pousar, aconchegando suas asas e a convidando a se transformar.


Adriana

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Nas tramas da vida

O dia já se passara e com aqueles últimos raios que ainda clareavam precariamente a varanda dona Neca tecia seus últimos pontos na imensa colcha de crochê que a meses se dedicava.

Ponto aqui outro ali apertava a vista que muito já não ajudava para aproveitar esses últimos momentos, aquela sim, seria uma bela colcha, de muitas que fez durante sua vida, vida longa, sofrida, passada com sacrifícios para criar os filhos, agora já não tinha muito valor, estava ali meio que esperando que algo maior lhe acontecesse, que tirasse aquele peso que sentia no corpo, talvez o peso de sua história contada e vivida através de cada ruga de seu rosto, quantos momentos vividos, muitos sonhos se foram sem ao menos serem iniciados e quantos outros que ela desistiu de sonhar por achar que não valia mais a pena, mas se tinha algo que a fazia mergulhar em seu mundo era seus bordados, tecia crochê, macramê, ponto cruz, mas os tempos mudaram na sua época isso tinha valor, mulher ficava em casa cuidava dos filhos e tecia, tecia, Neca nunca se enquadrou muito nos padrões ela se achava sempre na contra mão, ficar em casa não foi para ela, teve de criar seis filhos sozinha encostando a barriga no tanque e no fogão, lavava roupa pra fora, se virava como dava, hoje não, não tinha mas filho para criar, não tinha mas tanque, pelo contrário seu filho mais novo lhe dera de presente de aniversário uma máquina de lavar roupas, mas que bicho estranho era aquele! Achava muito complicado, colocar sabão aqui, alvejante ali, apertar botões, esse povo de hoje! Tudo que inventam é a base de botões, botão para isso, botão para aquilo, dona Neca, não era mulher de botões, agradeceu, claro, seu filho ficou imensamente feliz por ter podido dar a ela aquela geringonça, dona neca esperava não ter ninguém por perto e lavava suas roupinhas na mão no seu velho e companheiro tanque, onde tantas vezes, chorou, lamuriou a vida, lamentou por tantas...

Agora dona Neca se levanta o sol não lhe permite mais bordar, a agulha calejada ainda repousa no novelo a espera de um novo dia onde dona Neca poderá continuar a tecer sua história, sua vida.


Adriana

terça-feira, 13 de julho de 2010

Macho Man

O homem contemporâneo é produto da sociedade atual, digo produto por ter se formado através da evolução, da reestruturação de conceitos e comportamentos que acabaram por formar os pilares de uma nova ordem social.
Da mesma forma que as mulheres revolucionaram seu modo de vida com conquistas no campo profissional, com a libertação em relação a pensamentos retrógrados e humilhantes que por tantas décadas foram submetidas, o homem também precisou adaptar-se, encontrar-se neste novo cenário onde muitos se deparam sendo os novos "donos-de-casa" e não devem se envergonhar, a família é a base da sociedade deve ser preservada e se esta tarefa puder ser dividida, seria uma união verdadeira, uma comunhão.
O perfil mudou, o homem "macho", aquele que resolve no grito, hoje não encontra mais espaço e quem opta por este comportamento muitas vezes paga caro.
O homem de hoje pode demonstrar emoções, pode dizer que ama, pode participar mais da vida dos filhos, pode dar a direção do carro à mulher sem achar que isto lhe ferirá a masculinidade, pode dar as mão, pode dividir a conta, pode parar para escutar e pode falar também de seus problemas.
O homem está mudando, está tentando adaptar-se aos novos tempos e mesmo assim pode dizer que é homem com respeito e dignidade.


Adriana

quinta-feira, 24 de junho de 2010

conversa indiscreta

__ Nossa, tá dificil!
__Tenta do outro lado.
__ Não tá dando
__ Já experimentou passar um paninho antes?
__ Já, mas ela está resistindo.
__ Quem sabe colocar na chama...
__ Pode ser perigoso.
__ Faz força.
__ Hum Hum
__ Vai vai
__ Pera aí, você ouviu isso?
__ Acho que tem mais alguém aqui.
__ Shimmmmm
__ Deixa eu ver...
__ É mesmo, que cara de pau!
__ Está ouvindo toda a nossa conversa.
__ Será que vai querer comer do nosso palmito?
__ Se conseguirmos abrir o vidro!


Adriana

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Para uma educação de valor

Era mais uma madrugada, e como às vezes acontece o sono não quer muito papo comigo e resolvo sentar no sofá e ler alguma coisa, o momento mais chato do dia, digo dia tratando-se de vinte e quatro horas, são as madrugadas, um silêncio mortal, escuto até barulhos que poderia jurar, só fazem parte de minha imaginação, acho que é diferente porque parece um mergulho em mim mesma, ouço mais meus pensamentos e penso que as vezes é melhor não ouví-los...

Isso pode até gerar algumas interrogações, mas são esses pensamentos que me fazem enxergar coisas que seria melhor que eu não enxergasse, seria por pingos nos ís, juntar fatos, compor idéias, e num momento meio dormindo meio acordada pode ser desastroso, mas era mais uma madrugada e estive lendo algo sobre o educar, o ensinar ou quem sabe o educar-aprendendo. Eu como todos da minha faixa etária, acredito, estudaram num sistema do ba, be, bi, bo bu, confesso a vocês, não me lembro o que eu achava sobre isso na época, mas também não tive grandes dificuldades para aprender, conforme o tempo foi passando a professora-tia agora começava a exigir mais através de textos, que infelizmente tínhamos que decorar, e fazer as avaliações que testavam mais nossa capacidade de memorizar do que de compreender, de associar, enfim o tempo passou chegou a hora da universidade, aí foi o auge da "decoreba", e hoje infelizmente não é muito diferente, temos os concursos públicos e outras provas que não provam nada, à espreita em qualquer esquina.
Mas por que não tentar algo diferente... acho que a felicidade de qualquer aluno seria um outro tipo de escola, um lugar onde ele fosse respeitado e menos cobrado, onde as coisas fizessem mais sentido, onde sua realidade fosse levada em conta, onde ele se sentisse um cidadão mesmo fazendo parte da banda excluída da sociedade.

Porque professores não descem um pouco de seus pedestais e tentam aprender algo com seus alunos, afinal ensinar e aprender é uma via de mão dupla, não pode-se ensinar sem aprender e aprender acaba levando ao ensinar, faz parte da cadeia, é uma troca social, talvez a mais importante mas também a mais desvalorizada.

Entender o outro está cada dia mais complicado, ainda mais entender-ensinando e pensando no salário que não vai dar, nas inúmeras aulas ainda por dar, nas condições precárias e etc.

Confesso que não consegui concluir meus pensamentos, acho que este assunto me dá sono, que bom porque já sei no que pensar na próxima madrugada...

Mas uma coisa valeu muito à pena, foi ler as palavras do professor Paulo Freire:

" Uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas. Por isso é que o pensar certo, ao lado sempre da pureza e necessariamente distante do puritanismo, rigorosamente ético e gerador de boniteza, me parece inconciliável com a desvergonha da arrogância de quem se acha cheia ou cheio de si mesmo."
(Paulo Freire-pedagogia da autonomia)


Adriana

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Momento de criação

Caneta sobre a mesa.
papéis para todos os lados.
pensamentos, idéias, de repente um lapso...
Tinta a criar curvas, sobem e descem no papel.
Hmmm hum...

Quem sabe outra idéia, outras paixões, outras histórias.
O relógio marca as horas.
Tic-tac, tic-tac
O ritmo desencadeia lembranças.

Caneta retorna ao papel.
mais curvas e formas.
Caneta-boca.
Caneta-mesa.
mão-mesa.

Uma janela aberta.
Uma paisagem deslumbrante.
Pensamentos voam.
Mas não para o papel.
Voam livre janela afora.


Adriana

sábado, 15 de maio de 2010

vivendo e escrevendo

Já tem um tempinho que publiquei aqui no blog alguns poemas de cordel, uma literatura interessantíssima que exprime grande vivência popular, recebi respostas favoráveis ao post e um pedido de publicação de um poeta de João Pessoa, seu nome é Manoel Messias Belizario Neto, ele me mandou alguns de seus poemas que são muito interessantes.

Então aceitei a sugestão e espero que todos apreciem sua obra.

DIA DOS JOVENS

Nosso momento histórico
Tenta, porém não me ilude:
Tem ofuscado bastante
O brilho da juventude
Pondo o banal como norma
Regente das atitudes.

Já provamos meu Brasil
Que o jovem tem poder
De mudar realidades.
Para isso é só querer.
O jovem tem força e garra
Canais que o faz vencer.

Uma vez que o sistema
Capitalista global
Tem consciência que o jovem
Traz este potencial
Lança ideologias
Baseadas no banal.

Por isso que a juventude,
Com pouquíssima exceção,
Vai trilhando um caminho
Cujo rumo ou direção
É distante dos valores
Que exaltam uma nação.

As drogas, o culto ao corpo,
O apelo sexual
Apresentado na mídia
Como valor principal.
A violência parece
Cada dia mais normal.

Tais valores destorcidos
Vieram em oposição
Ao pensamento que faz
Do jovem um cidadão
Consciente dos direitos
E deveres da nação.

Este jovem consciente
Consome e produz cultura.
Questiona o fazer político.
Pensa de forma madura.
Produzir conhecimento
É sua grande aventura.

Jovem do nosso Brasil
Reconstrua esta história...
Você é nosso futuro.
Preserve a nossa memória.
Você tem todo o poder
De nos trazer grande glória.

Autor: Manoel Messias Belizario Neto

quarta-feira, 31 de março de 2010

Multiplicidade cultural e cidadania

Vivemos numa sociedade plural, convivemos com diversas culturas, agregamos outras e criticamos ainda algumas, mas viver em sociedade e exercer a cidadania é respeitar as diferenças, encontrar caminhos para a integração.
Sem julgamentos depreciativos que rebaixam e excluem minorias que possuem maneiras diferentes de enxergar a vida e o mundo, minorias estas que enriquecem uma sociedade mesmo não sendo do agrado de muitos.
Temos que valorizar uma identidade que é formada por um conjunto, ter orgulho do que realmente somos independente de que nacionalidade se trate.
Ser cidadão não é apenas escolher bem um candidato para votar, esta é uma definição extremamente pobre e equivocada, este conceito é muito mais que isto, é enxergar o próximo como ser humano igual, é querer o bem comum.
Nascemos e vivemos dentro de uma dada cultura e temos uma visão de mundo compatível, poderíamos ter nascido numa cultura totalmente diferente e com isso teríamos uma outra visão, tudo depende do ponto de vista, então porque se achar melhor do que os outros?
A mídia, a moda, a economia, a religião, a geografia, todos esses fatores e mais alguns influenciam um modo de pensar e a formação de uma identidade. Seria possível um mundo sem diversidade?
obviamente que não, e ainda bem que é assim, pois são as diferenças que tornam a vida tão interessante.
Nossas escolas deixam a desejar em relação a inclusão, pensa-se em incluir o aluno com necessidades físicas e ou mentais especiais, e a inclusão cultural?
A escola acima de tudo deve valorizar nossa cultura, nossa mistura, a escola deve crescer, evoluir para a formação de uma diversidade de pessoas dignas culturalmente e intelectualmente.
Educar para a cidadania privilegiando nosso povo, sem comparações e sem homogeneizações culturais, temos que aprender a pensar além.


Adriana

quarta-feira, 10 de março de 2010

Nossa língua, nossa pátria

Conversa entre mãe e filha

___Mãe, tenho algumas dúvidas sobre as aulas de português.
___Fala filha, o que é?
___Não sei, está tudo confuso.
___Como assim?
___A professora disse que precisamos ler mais, e que a língua portuguesa é muito importante para o nosso desenvolvimento.
___E ela está certa, mas qual é o problema?
___O problema é que eu vivo no Brasil e tenho que falar Português.
___Mas já discutimos isso...
___Mas eu ouvi dizer que a nossa língua é diferente da européia.
___Isso por causa da influencia de outros países...a construção da língua...
___Eu não consigo entender mãe, estamos no Brasil, falamos português, mas porque não falamos brasileiro?
___Eh, filha...
___E a língua indígena?
___Está misturada na nossa língua...
___Mãe a professora mandou que fizéssemos uma redação em língua portuguesa sobre o tema: "O impacto do fast food na saúde do brasileiro".Então deu um nó na minha cabeça. Nossos vizinhos (países) não falam português, nós falamos um português diferente, e quando nos damos conta aparecem essas palavras intrometidas vinda do exterior, que entram aqui clandestinamente, sem visto, driblam a gente, ficam aqui humilhando as nossas palavras.
A professora também disse que nossa maneira de escrever vai mudar, porque alguns assinaram um acordo, para que as línguas portuguesas ficassem mais parecidas, isso é outra coisa que não entendi, já que parece que todos assinaram mas que ninguém quer de fato esse acordo.
___É filha, as questões nem sempre são o que parecem ser.
___Mas mãe, como vou aprender uma língua que não tem lógica? como vou desaprender as regras que eu já tinha aprendido? eu pensei que a língua fosse nossa...como alguns decidem assim dessa forma? como mudar minha identidade?
___Na aula de história a professora disse que a língua é a cultura do povo, que o primeiro passo para acabar com um povo é destruindo sua cultura...
___Mãe será que o português vai acabar?
___Claro que não filha...
___E se acabar, o que falaremos? "portunhol"? "portuglês"? Será que se falarmos inglês vai ser mais fácil conseguir o visto para ir a Disney nas férias?
___Ai, filha...


Adriana

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Para descontrair

Como a vida não é feita apenas de coisas sérias, é sempre bom rir de vez em quando.

O advogado, no leito de morte, pede uma Bíblia e começa a lê-la avidamente.
Todos se surpreendem com a conversão daquele homem e perguntam o motivo.
O advogado doente responde:
- "Estou procurando brechas na lei."


Chega um freguês a alfaiataria do Sr. Moreira e pergunta quanto custa para fazer
um terno.
- Quinhentos Reais! - Responde o alfaiate.
- Isso e um roubo! - reclama o freguês. E o alfaiate procura justifica:
- São sete dias de trabalho!
- Oras, em sete dias, Deus fez o mundo!
- Mas não foi sob medida!


Dois homens condenados à cadeira elétrica no mesmo dia foram levados à sala
de execução. O padre lhes deu a extrema unção, o carcereiro fez o discurso
formal e uma prece final foi rezada pelos presentes. O carrasco, voltando-se para
o primeiro homem, perguntou:
- Você tem um último pedido?
- Sim, eu tenho. Como eu adoro pagode, gostaria de ouvir pagode pela última vez!
- Concedido - disse o carrasco, que virou-se para o segundo condenado e
perguntou:
- E quanto a você, qual é o seu último pedido?
- Por favor, posso morrer primeiro?

O seu Nassib resolveu ser generoso e, quando saiu da boate, botou no bolso
do porteiro alguma gorjeta e disse:
- Este é para o senhor tomar uma uisquinho.
O porteiro, com medo do turco se arrepender e tomar de volta, botou a mão
no bolso. Eram duas pedrinhas de gelo.

(autor desconhecido)

Adriana

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um mundo em preto e branco

"Quero me balançar num balanço bem alto, subir e descer em meio a gargalhadas infantis, hoje posso ser criança, amanhã não sei."

A infância como as outras fases da vida tem uma importância singular, até digo que seja a fase mais importante da vida, já que é nela que formamos nossa base, nossa bagagem que iremos levar para o resto da vida.

Infância
brincar
rir e chorar
pedir colo
aconchegar
bonecas ou carrinhos
bolas, piques
birras também
despreocupação
apoio, segurança
rir e rir
a vida ainda é colorida...

A infância deveria ser assim, hoje tudo está mudando, definir o que é ser criança está a cada dia mais difícil, em que situação estas crianças estão inseridas? que papeis sociais elas desempenham?
A vida para elas hoje começam a desbotar mais cedo, a realidade está se tornando mais cruel para elas, pais separados, ninguém querendo se responsabilizar , elas agora são questões judiciais, brigas e mais brigas, criança é sinônimo de ter de pagar pensões, é apenas uma conta a mais.
ou outras já não são mais livres, correm sim, mais entre as grades dos condomínios,entre carros ou espremidas entre a sala e a cozinha. mas o que fazer? é a realidade, como a infância sobreviveria a isso tudo?
Isso é apenas parte, o todo é o massacre promovido pela mídia, como um plano fatal e aterrorizante para acabar de vez com a infância, através de programas que tornam as crianças mais adultas.

Pai e mãe, onde estão?
trabalhando...ou não.
quero brincar!
olha aí a televisão.
mas o que ver?
Não sei, novela, BBB, quem sabe, Faustão?
o que vai querer de aniversário? uma boneca?
acho que não...quero mesmo um batom.

O brincar, hoje é namorar, ficar, beijar e sabe lá o que mais... isso para aqueles que estão nesta realidade, existem outras bem piores, existem os filhos da violência, os que são espancados, os que vivem nas ruas, os que assaltam, os que dormem drogados pelas calçadas.

O que esperar de um país que será dirigido e comandado por uma geração que não está tendo oportunidade de ter uma infância, de brincar despreocupadamente, que caminho seguirá está nova geração? que valores terá?
Este é o caminho que estamos trilhando, agora onde vai dar...

Adriana




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti

Tem coisas na vida que não sabemos porque acontecem, fatos tristes que assolam a humanidade, que fazem homens e mulherem trabalharem juntos em prol de algo melhor.

Não temos palavras para descrever o sentimento e a tristeza alheia, mas mesmo nos momentos que achamos que está tudo perdido que não há mais jeito, Deus nos mostra que não é bem assim, ele se faz presente e nos supreende mais uma vez.

Desde que aconteceu a tragédia no Haiti, penso numa maneira de escrever sobre o assunto, tem momentos na vida que não temos o que dizer, fica um nó na garganta, uma lágrima no rosto.

Mas depois que vi esse vídeo decidi que a melhor maneira seria eu não dizer nada, deixar para que este menino que passou 8 dias preso nos escombros falasse por mim, que sua força inspire o mundo, e que possamos aprender que podemos vencer mesmo estando tudo destruido a nossa volta.






Adriana

sábado, 9 de janeiro de 2010

Literatura de cordel

Mais um ano se inicia, e com a graça de Deus estamos aqui escrevendo e esperando para ver no que vai dar este novo ano.
Depois das festas, depois de muitos abusos com tantas guloseimas, depois de arruinar mais uma vez o regime, vamos recomeçar... afinal, janeiro assim como as segundas-feiras, é o período ideal para programar as mudanças que com certeza não cumpriremos, para comprarmos as agendas jurando que iremos deixá-las mais vazias, mas não conseguiremos, enfim, todos estamos "carecas" de saber tudo isso, mas como ainda estamos no inicio do mês ainda estamos sobre todo esse efeito.

Então para aqueles que mais uma vez comeram caroços de romã, pularam ondas, e não ganharam na mega-sena da virada, mas ainda estão aí, na luta, os convido a passar mais este ano comigo aqui no Viajando no Blog, prometo a todos, papos interessantes e novidades...confiem, não será mais uma promessa de inicio de ano.


O tema de hoje é literatura de cordel, o motivo: homenagear tanta gente, tantos poetas, muitas vezes anônimos que vivem a escrever por esse enorme Brasil, muitos talentos, pouco reconhecimento, mas um povo que ainda não se descobriu, mas vive da arte de viver.

A literatura de cordel é poesia popular, é o povo falando com suas próprias palavras daquilo que mais entendem: suas vidas simples, com dificuldades, muitos sem estudos, mas que sabem lidar com as palavras e os pensamentos, é gente letrada, gente sensível, que bota no papel o que sente, que busca inspiração no cotidiano.

O cordel é impresso em folhetos, e eram pendurados em barbantes, na capa geralmente encontra-se uma xilogravura, possuem uma forma característica de rima e faz parte da cultura do Nordeste do Brasil.

Este é um poema de cordel que espero que apreciem




A Greve dos Bichos
Autor: Zé Vicente

Muito antes do dilúvio
Era o mundo diferente
Os bichos todos falavam
Melhor do que muita gente
E passavam boa vida
Trabalhando honestamente

O diretor dos Correios
Era o doutor jabuti
O fiscal do litoral
Era o matreiro siri
Que tinha como ajudante
O malandro do quati

O rato foi nomeado
Para chefe aduaneiro
Fazendo muita "muamba"
Ganhando muito dinheiro
Com camundongo ordenança
Vestido de marinheiro

O cachorro era cantor
Gostava de serenata
Andava muito cintado
De colete e de gravata
Passava a noite na rua
Mais o besouro e a barata

A cigarra muito pobre
Inda não era "farrista"
Ganhava cinco mil réis
Para ser telefonista
Mais foi cantar num teatro
E acabou como corista

O mosquito era enfermeiro
Tinha muita ocupação
Andava sempre zuindo
Dando na tropa injeção
Combatendo noite e dia
O micróbio da sezão

O diretor do Tesouro
Era o doutor gafanhoto
Andava sempre apressado
Num bom cavalo de choto
Que uma vez quebrou a perna
Dentro dum cano de esgoto

A saúva se ocupava
Na podação dos jardins
E tinha como ajudantes
Quatrocentos mucuins
Que já nesse velho tempo
Eram moleques ruins

O macaco sempre foi
Muito bem expediente
Passava a vida feliz
Sempre baludo e contente
Com sua sabedoria
Enganando toda gente

O burro, metido a sebo
Queria ser sabichão
Até chegou mesmo a ser
Diretor da Educação
Onde baixou portaria
Metendo... os pés pela mão

Do Telégrafo Sem Fio
Era o chefe caranguejo
Apesar de não saber
Daquele troço o manejo
Dava melhor pra tocar
Berimbau ou realejo

A mucura era empregada
Numa fábrica de extrato
O peru era na terra
Consertador de sapato
O calango quitandeiro
Só não vendia barato

Dona aranha era modista
A mosca sua empregada
Quando errava no serviço
Levava muita pancada
Mas no fim de pouco tempo
Já vivia acostumada

A guariba era uma negra
Destas mesmo brobobó
Que não se dava o respeito
Dançando no carimbó
Num chamego vergonhoso
Com o sobrinho do socó

Por causa dela, uma vez
Houve até pancadaria
Quebraram a perna do gato
Furaram os olhos do gia
E o mocó esmoreceu
Na presença da cotia

A picota, coitadinha
Teve um chilique na rua
Naquela barafunda
Apareceu a perua
Que ficou foi depenada
E completamente nua

Era o chefe de polícia
O comendador jumento
Que tomou as providências
Requeridas no momento
Mostrando que para o cargo
Só lhe faltava talento

Guariba foi deportada
Do centro da capital
Depois de enorme sentença
Dum processo federal
Que condenava a vadia
Por ofensas à moral

O jornal intitulado
Gazeta dos Animais
Combateu esse processo
Chamando a todos venais
Porém, comprado o seu dono
Fechou-se, não falou mais

O sobrinho do socó
Quando viu a coisa feia
Foi falar com seu padrinho
Que tinha bom pé-de-meia
E com peso de dinheiro
Pôs o juiz na cadeia

Nessa campanha medonha
Um bode pai de chiqueiro
Foi "bancar" o moralista
Mas desertou do terreiro
Por causa dumas histórias
Que revelou o carneiro

O porco, então, prometeu
Fazer de todos a cama
Dando lições de higiene
Querendo ter muita fama
Mas todo bicho sabia
Que ele morava na lama

Carrapato era fiscal
Preguiçoso e muito feio
Onde havia uma tramóia
Estava sempre no meio
Engordando doidamente
À custa do sangue alheio

A formiga era sovina
Mas amiga do trabalho
E tinha seu sindicato
Cada qual lá no seu galho
Acumulando no inverno
Folhas de maio e retalho

Tartaruga, pescadora
Era amiga da baleia
Tracajá guardava os ovos
Nos tabuleiros de areia
Mas a cobra só sabia
Falar mal da vida alheia

O tamanduá bandeira
Era muito adulador
Não saía de palácio
Mirando o governador
Até que enfim conseguiu
Ser juiz corregedor

E depois que se pegou
Naquela nova função
Foi dizer que tudo aquilo
Era simples galardão
De seu talento elevado
Mas, favor, isso é que não!

Naquele tempo existia
Teatro da natureza
Borboleta era querida
Por sua grande beleza
Era a melhor dançarina
Que se via na redondeza

Cururu era aplaudido
Como mágico perfeito
Engolindo fogo em brasa
Como quem bate no peito
Ganhando palmas a beça
Gozando muito respeito

Fez uma festa o veado
Em benefício do arraiá
Que já não tinha dinheiro
Nem pra comprar uma saia
E o cachorro foi cantar
Mas apanhou uma vaia

Urubu já nesse tempo
Era um grande aviador
Levando a correspondência
Aos bichos do interior
Conduzindo pelos ares
Cartas, postais e valor

A coruja era ama-seca
Dos filhos do papagaio
Que só viviam chorando
Dentro d'um grande balaio
Com medo de tempestade
De chuva grossa e de raio

Papagaio era estimado
E professor numa escola
Onde uma vez fez exame
A turma do tatu-bola
Que foi toda reprovada
E levou pau na cachola

Ia tudo muito bem
Ganhando alegre o seu pão
Mas, uma vez o quati
Se alvorando a sabichão
Falou a necessidade
De fazer revolução

Pedindo logo a palavra
Foi, de fato, extraordinário
Quando afirmou que o trabalho
Precisava de outro horário
E lembrou de se aumentar
Da bicharada o salário

O burro, então, bateu palma
Gritando, muito emproado:
"Muito bem, isto é verdade
Eu já vivo maltratado
De trabalhar para os outros
Como um pobre condenado"

O cavalo relinchando
Seu sofrimento descreve
E pede que o movimento
Seja mesmo para breve
Que em todo o reino se faça
Estalar medonha greve

Vendo a coisa pegar fogo
Cada qual melhor atiça
O burro sempre na frente
Bufando vem para liça
Tudo que é bicho aderiu
Menos a dona preguiça

Havia imensa algazarra
Toda manhã, toda tarde
O quati não se calava
Promovendo grande alarde
Enquanto o boi só ficou
Pra não passar por covarde

Achavam já os grevistas
Que nada estava direito
Até pipira arvorada
Batia o bico no peito
Dizendo: "Pra me acalmar"
Só mesmo com muito jeito.

O macaco foi ao mato
Trouxe um rolo de cipó
E disse para o quati:
"Isso é pra dar muito nó
No patife que fugir
E deixar a gente só!"

A raposa convidada
Para a luta pela aranha
Respondeu: Não acredito
Estou farta de patranha
Tenho meu ponto de vista
Vou ver primeiro quem ganha

Começado o movimento
A formiga deu notícia
O tatu foi logo preso
Para o quartel de polícia
Mas pensando na vitória
Até se riu com delícia

O peru: numa contenda
Perdeu metade da crista
Já tinha havido a traição
Muitos estavam na lista
O galo foi deportado
Como sendo comunista

A questão não dava jeito
Já passava uma semana
O porco entrou num roçado
Comeu tudo que era cana
E o macaco foi pegado
Quando roubava banana

O quati viu-se perdido
Foi dando o fora apressado
Enquanto o trouxa do burro
Ali ficava enrascado
Sem saber que jeito dava
Naquele caso encrencado

Não havia mais comida
E nem tão pouco dinheiro
Mas a família Formiga
Tinha bem farto o celeiro
E quando foi procurada
Escondeu tudo primeiro

O jacaré, nesse tempo
Era o grande imperador
Sua corte era composta
Só de bichos de valor
Como a família Piranha
Onde tudo era doutor

Tubarão, o comandante
Duma valente brigada
Com corpos de infantaria
Do capitão peixe-espada
Mandava o zinco comer
na costela da negrada

Já quase desanimando
E arrependido da idéia
Resolveu a bicharada
Se juntar numa assembléia
Que teve muita ovação
No grande dia da estréia

Disse o burro: "Minha gente
Só quero ver como é
Ninguém mais hoje trabalha
Pra sustentar jacaré
Ele agora o que merece
É certeiro pontapé"

Pedido o auxílio da onça
Esta se comprometeu
E, disfarçada, em palácio
Uma noite se meteu
Quando chegou jacaré
Passou-lhe o dente e comeu

Tomou conta do governo
Debaixo de aclamação
E baixou logo um decreto
Em que fazia questão
De só comer jacaré
Que é de boa digestão

O resto dos jacarés
Vendo a vida por um fio
Abandonaram a cidade
Foram morar lá no rio
Nunca mais na terra firme
A raça dele se viu

Já para o fim, dona onça
Foi ficando diferente
Qualquer bicho que ela via
Passava logo no dente
Ninguém teve mais direito
Tudo andava descontente

Ao filho do jacaré
Um grupo enorme aparece
E o governo da nação
De repente lhe oferece
Mas este diz: "Cada povo
Com o governo que merece!"

E subindo para a praia
Falou com muita razão:
"Vocês pensavam que a onça
Ia salvar a nação
Mas querem ver o bonzinho
Bota-lhe a lança na mão"

Os conselhos recebidos
Fez, então, que não ouviu
E rematando a conversa
Os grandes olhos abriu:
"Vocês vão chorar na cama
Que ficou dentro do rio"

"A mim ninguém pega assim
Como pegaram meu pai"
Disse o jovem jacaré
Que no convite não cai
E termina murmurando:
"Pra lá o diabo é quem vai"

Voltaram todos os bichos
Se lamentando da sorte
A coruja arrependida
Já preferia era a morte
Ninguém mais tinha coragem
Ninguém sentia-se forte

O burro foi processado
Por mera perseguição
Perdeu toda uma fortuna
Que ganhou com "cavação"
Ficou quase na miséria
E foi para na prisão

A raposa era matreira
Mas se fingia de sonsa
Vendo o rumo que tomava
Toda aquela geringonça
Assinou um manifesto
Solidária com a onça

Cada vez a tirania
Manchava mais a nação
A onça só empapando
Comendo farta ração
Devorando os animais
Sem a menor compaixão

O bode compareceu
Num banquete oficial
Mas quando quis regressar
Sofreu um golpe fatal
Foi comido pela onça
Sem choro, sem funeral

Todos os bichos fugiram
Ninguém mais contava broca
Marimbondo amedrontado
Já não sabia da toca:
No reino arisco dos bichos
Tudo corria à matroca

Quando acabou o governo
Desse tempo de sobroço
No palacete da onça
Tinha um montão de caroço
E no tesouro de reino
Uma montanha de osso!

FIM








Adriana

domingo, 13 de dezembro de 2009

Músicas natalinas

O Natal realmente é uma época fantástica, toda uma atmosfera é composta.

Além das comemorações, do imenso significado que é o nascimento de Jesus, da esperança de dias melhores, da alegria da salvação, tudo isso quando se é possível comemorar com as pessoas que amamos num clima de harmonia e paz, nada mais agradável do que ouvir cantigas natalinas.
É bem verdade que as vezes, essas músicas, fogem um pouco do tema, mas carregam tradições e mensagens positivas, elas alegram, compõem e completam.

Uma das músicas que representa bem esta época é "Noite Feliz" que em inglês é "Silent Night", nasceu na Áustria, em 1818 e foi composta pelo músico Franz Gruber.







Noite Feliz, noite feliz
Oh Senhor, Deus do amor
Pobrezinho nasceu em Belém (x2)
Eis na lapa Jesus, nosso bem
Dorme em paz, ó Jesus
Dorme em paz, ó Jesus

Noite feliz, noite feliz
Eis que no ar, vem cantar
Aos pastores, os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus
De Jesus Salvador
De Jesus Salvador

Noite Feliz, Noite Feliz
Oh Jesus, Deus da luz
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão
E a nós todos salvar
E a nós todos salvar




Um feliz Natal a todos!


Adriana

domingo, 29 de novembro de 2009

Natal e família

Mais um Natal está se aproximando, uma festa cristã muito esperada e comemorada, este ano o Viajando no blog estará homenageando o Natal com artigos sobre este tema no mês de dezembro, espero que apreciem.

Natal, momento de reflexão, interiorização, estar quieta,
minha família comigo, comunhão.
O que esperar senão amor?
estar em silêncio, em reverência, uma oração.
Muitos Natais já tive, nem todos como eu queria:
gente faltou, animação ou quem sabe sabedoria.
Mas o que é o Natal, senão a busca de algo interior?
Deus não está fora e sim dentro de cada um que o deixa morar.
Morar num lugar onde não há outro igual,
o coração do homem Deus abençoou.

Uma árvore, bolas natalinas decoram o ambiente,
guloseimas, ceias, mesas fartas, abençoadas,
mesmo de repente dando um aperto
por tanta gente que não a possui ou que não O deixou morar em seus corações

Para mim, família é a palavra que mais me lembro nesta data,
muita união, hamonia, mesmo as vezes sendo ilusórias utopias,
mas faço força para acreditar porque quero isso vivenciar.

Muitas comemorações, agora uma coroa, a "Coroa do Advento" trago para minha
casa: representação, afeto, consideração.

como não associar Natal e família?
Que as famílias sejam abençoadas.
Que Jesus habite os lares.
Que os planos de Deus, se concretizem.
Que muitos Natais em família, possamos vivenciar.


Adriana

"Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor." João 15:9

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Favelas no Rio de Janeiro

Segundo o dicionário de língua portuguesa Houaiss favela é um conjunto de moradias precárias situadas geralmente em morros onde vive a população de baixa renda nos grandes centros urbanos.

Quando se fala em favela as primeiras coisas que pensamos: pobreza, violência, falta de condições mínimas para sobreviver.
No Rio de Janeiro elas se proliferam a uma velocidade impressionante, já nem sei se temos mais favelas ou bairros, na verdade o Rio tornou-se um grande favelão, então depois do problema instalado o governo tenta pensar numa solução.
Sendo uma terra de ninguém, onde o Estado não está presente e por isso acaba tornando-se refúgio para a criminalidade, mas a grande questão é a seguinte: como conter esse grande número de pessoas que migram de outros estados e acabam se instalando nesses lugares?
A pessoa sai de sua terra natal em busca de oportunidades, de melhores condições de vida, chega ao Rio com a mala em baixo do braço sem ter para onde ir, aqui quando consegue um emprego de carteira assinada, vai trabalhar em construções, ser empregada doméstica, trabalhar nos condomínios da zona sul como porteiro, quando não vai ser camelô, basta um conseguir um emprego para mandar vir o resto da familia: pai, filho, mulher, primo, e por aí vai, desembarcam mais uns dez, para o crescimento das favelas.
No meio a batalhas entre grupos de traficantes e entre eles e a polícia, com esgoto a céu aberto, com falta de educação e humanização estão as pessoas que querem ter uma vida digna, que querem crescer, fazer parte do sistema.

Favela e criminalidade

Trafico de drogas, pirataria, esconderijo de bandidos, a favela tornou-se o paraíso para esses tipos de práticas, já que lá é propício para esconder armas, drogas é um território à parte, mas quem sustenta tudo isso? quem consome as drogas? quem permite que armas sejam negociadas? muito dinheiro é envolvido, e também muita gente poderosa, então pergunto: é de interesse que as favelas acabem? é de interesse que essas pessoas tenham melhores condições de vida, ou realmente interessa a alguns que eles continuem mantendo essa estrutura, que continuem sendo mão-de-obra barata e não especializada?


Favelas urbanizadas

Existem vários projetos para "melhorar" a situação, urbanizar as favelas seria um deles, mas vamos pensar a respeito.
Lá geralmente, veja bem, não estou falando que é uma regra, mas geralmente tem tv à cabo de graça, o famoso "gatonet" vai um lá, puxa um fio e distribui para a galera, internet de graça, não pagam impostos, não pagam pela moradia, as vezes não pagam nem água, existem alguns programas do governo que dão alguma assistência, algumas ONGs trabalham com esportes, educação, mas enfim, urbanizando isso acaba, vira um bairro com moradias construídas, mas com as obrigações de todos os cidadãos, será que isso interessa tanto assim?


Olimpíadas 2016

O que eu achei mais engraçado é que no vídeo de candidatura para o Rio nas olimpíadas eles não mostraram as favelas, pensei... onde foi parar todas as favelas? será milagre?
já ouvi dizer por aí que estão pensando em murar-las , mas claro, na intenção de proteger a mata Atlântica.
Não sei o que farão, mas as favelas existem e fazem parte da paisagem do Rio, agora isso é fato, não dá para fugir, algumas estão sendo passificadas, e isso achei bem bacana, a polícia, assume o morro, parece que está dando certo.
Até lá muita coisa vai ter que mudar, a violência vai ter que diminuir, se não passaremos vergonha, espero que as atitudes sejam corretas e não apenas tentem esconder os mendigos, e as crianças pedindo dinheiro nas ruas, espero que não sejam atitudes apenas para "inglês ver".


Adriana