A luneta mágica

Domingo, 12 de Julho de 2009


Imaginem uma luneta que te permita ter uma visão além das coisas aparentes, uma luneta que te mostre o âmago das pessoas, que te mostre o que está escondido em sua alma, os mais secretos pensamento e comportamentos.

Simplício nasceu sofrendo de dupla miopia, a física que não o deixava ver um palmo na frente do nariz e a moral, a pior das miopias aquela que não permia que ele pensasse com seus próprios pensamentos aquela que levava simplício a pensar com a mente dos outros.

Simplício através de um amigo foi apresentado a um sujeito que brilhantemente preparava vidros que davam a possibilidade de pessoas enxergarem melhor, mas a miopia de simplicio era muito grave e nenhum dos vidros poderiam trazer a sua visão de volta, até que um armênio que se dizia mágico se propôs a fazer uma luneta encantada, esta faria simplicio enxergar, mas para tudo na vida existe um preço...

Simplicio veria demais, ele enxergaria após três minutos de observação a visão do mal e saberia tudo que a pessoa porventura viesse a esconder, após 13 minutos de observação teria a visão do futuro e após isso a luneta se quebraria.

Simplício passou a ter a visão do mal, e saber de todos os pormenores da vida alheia isso não o deixou feliz o colocou em muitas confusões até que um dia ele resolve fixar a luneta em si próprio e teve dele mesmo a visão do mal, não suportanto tal fato, quebrou a luneta e voltou para a escuridão da cegueira.
Voltou-se ao Armênio que lhe prometeu uma nova luneta agora com a visão do bem...Será que está o faria feliz?

Joaquim Manuel de Macedo escreve este romance de forma clara e sutil, mostrando delicadamente certos aspectos da sociedade na época, e de problemas morais e sociais, um romance que vale ser lido.


adriana

A música influenciando a atividade mental

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

"Uma tarde de descanso, uma poltrona macia, um bom livro e uma música tocando baixa e suavemente embalando os pensamentos..."


Quem nunca sentiu um arrepio no corpo ao ouvir uma música especial? quem nunca foi bombardeado com um monte de pensamentos ao ouvir de repente uma música antiga num rádio qualquer?
Há quem diga que música tenha cheiro, gosto, lembraças, momentos... música é emoção "nua e crua" sentida ali na pele, no íntimo.
A música pode ser um símbolo, representar algo, te pôr de novo em contato com momentos que já foram.
A música te faz rir, chorar, te traz uma vontade de ter mais força, de voar mais alto...algumas sim, outras não...
Tem pessoas que possuem a música da sua vida, é isso mesmo, a vida sendo embalada por uma trilha sonora, é deparar-se com uma letra que fala de você, como se alguém estivesse secretamente espionando seu cotidiano, e aquilo vai fundo na alma! ou então uma melodia que diz tudo sobre você sem precisar de nenhuma palavra.
Acho que até nos inspiramos muito nos filmes, que arrumamos a trilha sonora previamente...sei o que devem estar pensando, se eu tenho uma música especial, para ser sincera, especialmente uma, não, mas sinto umas coisas estranhas quando escuto algumas músicas, uns arrepios, umas sensações...
Falamos através da música. Falamos com Deus, falamos com todos os nossos amores, falamos com quem gostamos e até com quem não gostamos, falamos dos outros, fazemos piada, falamos da nossa dor e da dor do outro, nos comunicamos através da música e com ela vamos nos expressando nos mais varidos estilos, samba, rock, pop, clássica, jazz, e tem até os que chegam em êxtase com o funk, por favor amigos leitores simpatizantes do funk, nada contra!
A música é tão forte em nossa sociedade que há muito tempo é tema de estudos e estes vem chegando a cada dia a novas conclusões tipo: que a música aumenta nosso desempenho cerebral, raciocínio espacial, coordenação e muito mais.

Mas você leitor, também possui uma música especial e acha que ela pode influenciar tanto assim na sua vida?

Adriana



Exercício mental

Domingo, 21 de Junho de 2009

Há quem goste de fazer palavras cruzadas, charadas e testes de raciocínio, confesso que eu também sou atraída pelas questões que exercitam a mente, ainda hoje me lembro da primeira vez que tive contato com o estudo da lógica, foi numa aula com um professor pra lá de estranho, ele disse que dependendo da situação a sentença: "Então existem elefantes azuis de bolinhas amarelas" poderia ser verdadeira, na hora me deu um nó na cabeça e achei que ele tinha enlouquecido, hoje fico lembrando das caras dos alunos entrando em contato com esse novo conhecimento.
Para mim a lógica é totalmente sem lógica, mas fazer o quê? quase tudo na vida é assim.

Hoje caro leitores vou apenas deixar para vocês uma pergunta:
(Digam-me se a resposta é afirmativa ou negativa independente da pergunta.)

Sua resposta a esta pergunta não é "sim"?

( ) Sim
( ) Não



Adriana

O lugar que me faz sentir em casa

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009



Este texto é parte integrante da Tertúlia Virtual


Não é bem um lugar,talvez seja um conjunto de pessoas, fatores, animais de estimação, flores, cheiros.
Me sinto em casa quando estou bem comigo mesma, quando tudo flui, quando sinto que faço parte do contexto.
Quando levanto de manhã e percebo o quanto a vida é maravilhosa, quando o dia começa bem com o sol e também com a chuva.
Quando nada dá certo mas tenho uma voz e uma mão amiga para me dizer:
___Calma, tenha paciência que vai melhorar.
Minha casa, meu lar, meu espaço, meu domínio, que ilusão! como se alguma coisa nos pertencesse de fato.
Coisas podem até não nos pertencerem, mas os momentos...esses sim nos pertencem e nos fazem e refazem a cada dia.
Meu trabalho, meu PC, minhas artes isso tudo contribui para eu formar aqui na minha mente este lugar mágico que é a minha casa, ou quem sabe, os lugares que são e que me fazem sentir em casa.
Não sei bem se eles existem ou se só fazem parte do meu interior, não sei...
Minha família, meus amores, minhas paixões, tudo isso contribui e contribuirá sempre, afinal não existe vida sem esses temperos.
O lugar que me faz sentir em casa é aquele que descanso, é aquele que ponho a minha mente em ordem, em que posso ser eu mesma o tempo todo, rir quando quiser, chorar quando quiser...Estar pronta ou não, isso não importa na minha casa.
Na minha casa sinto as minhas raízes, tenho minhas bases, estou segura, amparada...mas nada disso se constrói com tijolos e cimento e sim com circunstâncias, com pessoas, com lembranças, meu "home sweet home" pode de fato ser minha casa, mas pode também estar guardado, escondido nas pessoas que amo.

Adriana

O homem duplicado/ José Saramago

Domingo, 7 de Junho de 2009

Ler Saramago é muito interessante pela sua forma peculiar de escrever, com muita criatividade, faz com que o leitor se identifique com fatos do cotidiano de seus personagens, ocorre uma cumplicidade, uma parceria que faz com que a leitura se torne agradável.


Tertuliano Máximo Afonso, professor, vive sozinho e solitário mesmo tendo uma namorada não se interessa muito por ela e mergulha em seu cotidiano, entre divagaçoes sobre a vida e detalhes sobre ela por sugestão de um amigo professor de matemática resolve assistir um vídeo, para sua surpresa encontra neste filme um ator secundário que é a sua cara, aquele fato o assusta muito e a partir daí começa uma busca insana para descobrir quem é este homem miosterioso que parece ser seu irmão gêmeo, começa a assistir a todos os fimes da mesma produtora na esperança de descobrir o nome de tal pessoa.
Até o momento que finalmente consegue encontrar-se com este homem e se ver em outra pessoa não é nada fácil, a história vai se desenrolando com surpresas atrás de surpresas até que um fim trágico acontece.

Esta é uma dica de livro maravilhosa, quem estiver disposto a ler, eu recomendo.

Um ótimo domingo.

Adriana

A politica do deixa pra lá

Domingo, 24 de Maio de 2009

Era fim de mês e como todo fim de mês era hora de acertar as contas, pagar as dívidas e colocar aquela "merreca" que as vezes sobrava na poupança.
Marta tinha acabado de chegar do trabalho com todas as contas pagas e trazia um embrulho extra, as crianças logo correram e foram a receber no portão, que novidade era aquela? sacola extra, fazia tempo que nada extra entrava naquela casa, bastou aquilo para movimentar todo o ambiente e trazer alegria para aqueles olhinhos sofridos.
Já estava imaginando que era brinquedos, doces, tortas, o que fosse já estava bom.

___O que é isso mulher? perguntou Arnaldo que arrastava seu chinelo em sua direção.
___Resolvi fazer uma extravagância, respondeu a mulher sorridente.

As crianças já não se contiam pulavam e puxavam a sacola com todo furor e excitação.

___ Calma! crianças, mamãe já vai abrir.


___Você já comprou bobagem. E o dinheiro que a gente estava guardando para uma emergência? sabe como é se alguém fica doente, o SUS, não tá nem aí pra gente.
___Calma, homem, também não sou nenhuma louca.

Marta entrou e largou a sacola sobre a mesa, todos ao redor esperavam para saber o que era, começou a desembrulhar enquanto explicava.

___Era uma promoção imperdível, vai ser muito útil para as crianças e ainda por cima vem com um copo de medida.

___Copo de medida? a familia fez um coro.

Ao desembrulhar, Marta observou a decepção nos olhos de seus filhos e a indignação nos olhos de seu marido.

___Um liquidificador?

___É para fazer a vitamina das crianças, e vem com um copo medidor.

Parecia que ninguém ficara contente com a novidade somente ela, abriu cuidadosamente o pacote e foi tirando peça por peça, as crianças já brincavam no quintal, Arnaldo já se estirara no sofá vendo televisão e ela ao abrir deparou-se com o copo medidor quebrado e uma nota escrita na nota fiscal.

"Produto em promoção, sem direito a troca"

É fazer o quê, deixa pra lá, falou baixinho enquanto ia para a cozinha preparar o jantar.

Deixamos pra lá, direitos no comércio, na politica, na educação, na vida pessoal, por preguiça, insegurança e até medo, por não acreditar na justiça, no governo e até em nós mesmos, mas um país não se constrói com essa politica do deixa pra lá.
Temos o dever de lutar pelos nossos direitos sejam eles grandes ou pequenos, construir com trabalho, sem deixar a vida pra lá.

Adriana


Encarando a inveja

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Outro dia alguém estava conversando comigo a respeito de sentimentos, então veio à tona a questão se existiria alguma possibilidade da inveja ter um lado bom, um lado que levasse alguém a conquistar objetivos.
Bom, digo a vocês o seguinte, tenho visto este sentimento estampado na cara de alguns e afirmo que nada de bonito e bom ele tem.
Para começar acho interessante três distinções:

Ciúme é querer manter o que se tem.
Cobiça é querer o que não se tem.
Inveja é não querer que o outro tenha.


O homem é humano e emocional e é através das emoções que nos relacionamos e mantemos uma coesão com o próximo, são sentimentos como: amor, ódio, tristeza, alegria e até a inveja que impulsionam os homens a terem as mais diversas atitudes, que acabam mudando o rumo de suas vidas e da história como um todo.
Tentamos qualificar os sentimentos como bons ou ruins, mas mesmo assim não escapamos de resultados ruins em nome de bons sentimentos.
No caso da inveja, este sentimento não pode ser uma virtude já que nada de bom trás para os que a sentem, ter inveja é desejar que o próximo não tenha algo, que não prospere, é desejar mal ao outro.
Alguns acham que sentimentos transpassam as barreiras do "coração", o que é um enorme engano, eles ficam e residem no coração dos que os sentem, então se alguém sente ódio pelos outros ele viverá esse ódio, e isso fará mal a ele próprio, se alguém tem inveja de outro e vive constantemente esse sentimento de ver o outro numa situação de injúria, provavelmente ele próprio viverá essa situação.
Se o nível de felicidade de uma população pudesse ser medido com um termômetro, o nível mais alto seria naquela população onde não houvesse tantas diferenças, tanta discrepância.
As religiões buscam o amor ao próximo, mesmo que por caminhos diferentes, uma sociedade de irmãos, em que a visão do outro seja a sua própria, como se encaixaria então a inveja?
O ser humano deve se valorizar como ser único e individual, com defeitos e qualidades, com uma gama de sentimentos para serem administrados e equilibrados, viver o que é por dentro e não o que tem por fora, acreditar que sentimentos como a inveja nada de bom acrescenta, querer ver o outro prosperar é trazer a prosperidade para a sua própria vida.

Adriana

Selo

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Este lindo selo que está acima ganhei da Max, uma grande escritora que tenho o prazer de conversar e dividir pensamentos.
Muito obrigada pelo selo coração de tinta, amei!

Adriana

Aquarela

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Hoje vou dividir com você uma animação de uma música que amo, espero que gostem




Aquarela

Toquinho
Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes / G.Morra / M.Fabrizio



Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando HavaíPequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Branco navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...

Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)...


Adriana

Jorge Amado

Sábado, 18 de Abril de 2009


Jorge Amado foi um escritor brasileiro muito famoso, com obras adaptadas para a televisão e cinema, foi também um dos mais traduzidos.

Em 1994 ganhou o Prêmio Camões e tornou-se muito conhecido por obras como: Tieta, Gabriela , Tereza Batista e Dona Flor e Seus Dois Maridos.

Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille.

Jorge Amado representou o modernismo regionalista com seus romances ficcionais.


Jorge Amado nasceu na Bahia foi estudar direito no Rio de Janeiro, trabalhou como jornalista e acabou tornando-se comunista, o que transparece em suas obras mostrando temas como injustiças sociais e politica.

Suas obras foram muito marcadas pelo folclore, política, crenças, tradições e sensualidade , sendo suas marcas registradas. Escreveu 49 livros em que propunha uma literatura voltada para as raizes nacionais.

Envolveu-se na politica e acabou Vivendo exilado na Argentina no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga.

Entrou para Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, recebeu muito prêmios internacionais e nacionais assim como também teve traduções em diversos idiomas.



Algumas de suas obras


Mar morto, romance (1936)
Capitães da areia, romance (1937)

Terras do Sem-Fim, romance (1943)
São Jorge dos Ilhéus, romance (1944)
Bahia de Todos os Santos, guia (1945)

Gabriela, cravo e canela, romance (1958)
A morte e a morte de Quincas Berro d'Água, romance (1961)

Dona Flor e Seus Dois Maridos, romance (1966)
Tenda dos milagres, romance (1969)
Teresa Batista cansada de guerra, romance (1972)
O gato Malhado e a andorinha Sinhá, historieta infanto-juvenil (1976)
Tieta do Agreste, romance (1977)



clique no link para ler um Trecho do livro Cinco Histórias,de Jorge Amado.



Ler Jorge Amado é conhecer um pouco das raizes interioranas no Brasil.

Adriana

Uma carta

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

Querida amiga

Hoje estive pensando muito sobre tudo que conversamos e daquelas tardes maravilhosas em que discutíamos sobre filosofia e sobre religião, sei, sei muito bem que sempre me disse que religião não se discute, que cada um tem sua opinião e pronto, mas sabe bem que lá no fundo nunca acreditei muito nisso, sempre discutíamos e nunca brigávamos, claro, você deve estar lendo agora e falando para si mesma que não brigar quando partilhamos da mesma opinião é fácil, mas mesmo assim reafirmo que mesmo opiniões divergentes podem conviver quando existe respeito ao próximo, e respeito deveria ser a base de toda religião, mas aí envolve cultura, e o que é desreipeito para mim pode ser normal para você, então entramos numa questão difícil.
Mas todo esse papo foi para te contar o quanto lembrei de você quando lia Isaías 55.
Hoje amanheci com um aperto no coração e como de costume, você sabe bem disso, peguei a Bíblia e fui ler e pensar na palavra do Senhor, hoje deixei de lado meus estudos costumeiros e resolvi abrir a Bíblia numa página aleatória, eis que a página foi a de Isaíais 55, lá estava ainda marcado o versículo 6 que você mesma marcou, e as palavras que foram ditas naquele dia me voltaram a mente, lembrei que era domingo a tarde e estávamos na varanda de casa, comíamos biscoito com suco de tangerina enquanto liámos e conversávamos, você sempre foi uma grande professora e dividia muito seus conhecimentos comigo, e foi neste dia que me disse:"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar" e eu a questionei dizendo que o tempo do Senhor não é o nosso que a questão de tempo e espaço era relativo e que ainda não estávamos na eternidade.
Passamos horas a discutir esse assunto que foi e voltou da filosofia para a religião para a física teórica.
Hoje entendo que muitas vezes complicamos muito as coisas, seria como uma expressão que escuto por aí, "procuramos cabelos em ovos" entender uma mensagem no geral, no contexto, na época, são muitas as questões.
Na verdade temos um prazo sim principalmente se pensarmos que estamos por aqui de passagem, devemos buscar o que queremos, ficar sentado esperando que venha até nós seria muita passividade, buscar o objetivo, tê-lo certo e claro na mente e seguir o caminho que levará a alcançar o alvo, temos um prazo, já percebeu o quanto é bem sucedido quando conseguimos estar no lugar certo na hora certa, é como se o universo abrisse as portas e naquele momento tudo desse certo, enquanto se pode achar, procuremos...
Então amiga quero te dizer que aquelas palavras do passado, que naquele momento podem até não ter surtido muito efeito, hoje germinaram, germinaram como sementes plantadas que ainda estavam dormentes esperando o calor sol, germinaram e hoje crescem a olhos vistos...
E a você que tanto plantou nos corações alheios deixo o meu voto mais sincero de felicidades, que nos reencontremos para papear e divagar sobre a vida, jogar um tempo fora sem pressa de chegar, sem esperar nada, apenas apreciando o momento...

Adriana

Uma dose de felicidade

Domingo, 29 de Março de 2009

A humanidade anda com a alto estima meio baixa, ou devo dizer a baixa estima alta, sei lá, o que sei é o que percebo por aí quando vejo pessoas indo e vindo para o trabalho de forma mecânica, sem sentido, será que a vida moderna não tem sentido?
É claro precisa-se trabalhar, para comer, vestir, estudar e dar umas voltinhas de vez em quando, mas até que ponto tudo isso não está nos roubando a felicidade?
A razão final para a vida humana é ser feliz, ninguém está aqui na Terra para sofrer porque gosta, há até os que dizem que o sofrimento traz evolução, purifica a alma, tá bom! mas sofrer mesmo, ninguém está afim, então se a nossa grande busca é sermos felizes, porque tomamos o caminho errado e fazemos tantas coisas que nos deixam infelizes?
Será um erro proposital ou ninguém se deu conta disso ainda?
Para aqueles que oram e mantêm uma conversa com Deus, creio eu, que o assunto que fica no "top ten"na relação celestial é: ___Senhor me de saúde! legal! é isso aí, a saúde é fundamental para sermos felizes, mas como explicar que precisamos de saúde para ser feliz mas o que diverte a maioria é uma cervejinha no final de semana, é um trago num cigarro ou é aquele super emprego que te deixara super estressado e provavelmente consumira parte de sua saúde.
As pessoas querem coisas e buscam outras totalmente contrarias, ou então tudo não passa de um grande "papo furado", é mais ou menos assim: quero ter tudo, não ter responsabilidade com nada e quando o problema aparecer quero uma solução milagrosa, mas mesmo se isso fosse possível será que traria felicidade? Nós almejamos ultrapassar as barreiras dos limites humanos, quem sabe sermos semideuses, talvez estivesse de bom tamanho mas isso com certeza não nos traria felicidade, olha que contradição, queremos ter várias coisas e quanto mais temos nos damos conta que aquilo não era tão importante assim.
Se todos fossem felizes não haveria invejas, competições, violência, uma pessoa verdadeiramente feliz é incapaz de fazer mal a outra, o mundo seria melhor, mas a busca pela felicidade é que a torna tão interessante a nossos olhos, talvez se fossemos todos felizes estaríamos procurando a infelicidade só para ver como ela é...quem sabe?


Te desejo uma imensa dose de felicidade hoje

Adriana

Pintura com areia

Domingo, 22 de Março de 2009

É por causa de artistas como esse que amo tanto a arte.

Aproveitem, e um ótimo domingo a todos.





Adriana

Fibras

Domingo, 15 de Março de 2009

foto aqui

Todos vivem falando que uma alimentação saudável é aquela rica em fibras, mas qual a importância destas, afinal?

A fibra é um componente dos vegetais que é indigerível pelo nosso sistema gastrointestinal, e com isso não tem valor energético e nutricional, então mais uma vez, nos vem a pergunta, então porque é tão importante?

As fibras presentes nos alimentos vegetais podem existir de duas formas: insolúvel ou solúvel e atuam de formas diferentes em nossos organismos.
A fibra insolúvel é encontrada nos cereais, hortaliças, frutas e leguminosas e não é absorvida pelo intestino então atua aumentando o volume de fezes, e como absorve água faz com que o intestino funcione melhor previnindo intestino preso e outras doenças como câncer de cólon.

A fibra solúvel é encontrada principalmente em alimentos como a aveia, cevada, frutas cítricas, ela atua no estômago e intestino delgado, promovendo: saciedade, menor elevação da taxa de glicose no sangue, menor absorção do colesterol


Agora, como tudo na vida, não pode haver exageros, e recomenda-se o uso diário de 20 a 30g, com um máximo de 35g. O excesso de fibras pode interferir com a absorção de zinco e cálcio.

Dicas

Quando for comer uma fruta não tire a sua casca, pois ali se concenta as fibras

De preferência a limentos cru

Abuse dos alimentos integrais e evite os refinados

Aumente o consumo de líquidos, um e meio a dois litros por dia

Encontramos as fibras nos seguintes alimentos dentre outros

- Cereais integrais (farinhas, trigo,arroz), pão integral, biscoitos integrais;
- Leguminosas frescas e secas (feijão, grão de bico, fava, lentilha)
- Frutas frescas de preferência com bagaço como laranja, mamão, pêra, uva, figo, ameixa fresca, mexerica, abacaxi, banana prata;
- Sementes oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas, castanhas, amendoim, pistache);
- Verduras (de preferência cruas) como alface, acelga, agrião, aipo, escarola, espinafre, nabo, repolho, rabanete, cenoura, mostarda, brócolis, pimentão;
- Frutas secas (uva passa, figo, ameixa, damasco);
- Farelo de trigo, granola, aveia


Para Saber mais:

http://www.nutraceutica.com.br/emagrecer/Artigo_fibras.htm
http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/257044
http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/jornal63/jornal63_9.aspx



Adriana

São Paulo/ Capital

Domingo, 8 de Março de 2009




Estive com meu marido e uma prima, alguns dias em São paulo, foi uma viagem muito interessante, um pouco cansativa mas muito proveitosa.
Foi cansativa porque foi literalmente uma marotona, conheci muitos lugares em pouco tempo, andei muito... mas valeu a pena cada passo.



Bem, vocês devem estar se perguntando: "Mas ela não conhecia São Paulo?" pois é... é isso mesmo, eu não conhecia, mas vamos deixar isso quieto...


O bom de viajar para São Paulo é que dá para conhecer muitos lugares via metrô e isso facilita muito já que o trânsito por lá é um pouquinho complicado.




Mercado Municipal



O Primeiro lugar que visitamos foi o Mercado Municipal, lá encontramos frutas diferentes, diversos temperos, queijos, bacalhaus, vinhos, e mais uma infinidade de coisas, tem o famoso pastel de bacalhau, e muitos restaurantes no segundo piso que ficam lotados com pessoas de todos os cantos.



Todos os dias esse mercado movimenta 350 toneladas de alimentos e recebe em média 14 mil visitantes.




No segundo piso podemos ver os vitrais com cenas rurais das colheitas de café


Gostei muito do mercado munipal, tive a oportunidade de comprar alguns temperos e de saborear a culinária paulistana.


Para saber mais sobre o Mercado Municipal






Perto do Mercado, para aproveitar fica a Rua 25 de março, que é o maior shopping a céu aberto de São Paulo, os preços por lá são bem em conta, é uma rua que tem de ir com tempo.



Estação da Luz


A Estação da luz é uma estação ferroviária e possui 7.500 metros quadrados do Jardim da Luz e foi construída pela São Paulo Railway.
Em frente a essa estação fica a Pinacoteca do estado e do lado o museu da ligua portuguesa.


Museu da Lingua Portuguesa

Esse museu, é muito bom, ele é composto por três andares, infelizmente o primeiro andar estava fechado, então só visitamos o segundo e o terceiro, mas mesmo assim valeu.

É um museu interativo, onde imagens são projetadas nas paredes, primeiro mostrando um trem em movimento dando a impressão de que você está no trem numa estação depois vários outros filmes são exibidos, o museu tem pouca iluminação fazendo com que o visitante foque nas imagens.

Tem também jogos para a formação de palavras mas totalmente virtual onde "tocamos" nas imagens,e essas se movimentam.

No Terceiro andar tem uma sala de cinema onde é exibido um filme que conta a origem da lingua portuguesa, logo em seguida as pessoas são conduzidas a outra sala.

Nesta sala imagens, sons e sentimentos se misturam, enquanto são projetadas palavras no teto e nas paredes, poesias são contadas e estas transformam-se em músicas e estas em arrepios...

Foi muito emocionante essa exibição, poemas conhecidos, vistos e revistos de uma outra forma, um verdadeiro labirinto de emoções...

Esse é um video do segundo andar do museu












Pinacoteca do Estado




A Pinacoteca do Estado é outro lugar fantástico para se visitar, o lugar é enorme, cheio de pinturas, esculturas enfim para quem gosta de arte é um lugar que não se pode deixar de ir.




Para ver escultura de Brecheret, as pinturas de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Calvalcanti, Portinari entre outros



Instituto Butantan







Eu espera que a visita ao Instituto Butantan fosse melhor, algo mas grandioso, mas enfim valeu conhecer.




O instituto fica na USP é enorme e tem três museus para visitar: o museu histórico, biológico e de microbiologia e claro o serpentário.





Masp






Eu não poderia deixar de ir também ao Masp, Museu de arte de São Paulo.



Eu não tenho palavras para descrever a minha visita ao Masp, dizer que eu amei, ainda é pouco, o museu é imenso tem muitas obras de artistas famosos






Lá pude ver






Van Gogh "Banco de pedra no jardim do asilo







Lavrador de Café, Candido Portinari


Entre muitos outros...Nesta viagem a São Paulo andei a pé na esquina da São João com a Ipiranga, almoçei na avenida Paulista, andei pela Rua Augusta, enfim essa viagem foi muito boa exceto por um pequeno detalhe, Estávamos no taxi para retornar quando o motorista nos perguta: "De onde vocês são?" aí nós respondemos: "Do Rio de Janeiro" dá para acreditar que ele levou toda a viagem falando mal do Rio e dos cariocas!, e a gente só falando bem de São Paulo, realmente isso me chateou, poxa! não podia ter falado sobre o tempo!



Essa foi minha viagem para São Paulo





Adriana



A "Não-me-toques" /contos

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Estive me deliciando com alguns contos e hoje deixo um para vocês.
Este é de Artur Azevedo



A "NÃO-ME-TOQUES"!
Artur Azevedo

I
Passavam-se os anos, e Antonieta ia ficando para tia, - não que lhe faltassem candidatos, mas - infeliz moça! - naquela capital de província não havia um homem, um só, que ela considerasse digno de ser seu marido.
Ao Comendador Costa começavam a inquietar seriamente as exigências da filha, que repelira, já, com desdenhosos muxoxos, uma boa dúzia de pretendentes cobiçados pelas principais donzelas da cidade. Nenhuma destas se casou com rapaz que não fosse primeiramente enjeitado pela altiva Antonieta.
- Que diabo! dizia o comendador à sua mulher, D. Guilhermina, - estou vendo que será preciso encomendar-lhe um príncipe!
- Ou então, acrescentava D. Guilhermina, esperar que algum estrangeiro ilustre, de passagem nesta cidade..
- Está você bem aviada! Em quarenta anos que aqui estou, só dois estrangeiros ilustres cá têm vindo: o Agassiz e o Herman.
Entretanto, eram os pais os culpados daquele orgulho indomável. Suficientemente ricos tinham dado à filha uma educação de fidalga, habituando-a desde pequenina a ver imediatamente satisfeitos os seus mais custosos e extravagantes caprichos.
Bonita, rica, elegante, vestindo-se pelo último figurino, falando correntemente o francês e o inglês, tocando muito bem o piano, cantando que nem uma prima-dona, tinha Antonieta razões sobejas para se julgar um avis rara na sociedade em que vivia, e não encontrar em nenhuma classe homem que merecesse a honra insigne de acompanhá-la ao altar.
Uma grande viagem à Europa, empreendida pelo comendador em companhia da esposa e da filha, completara a obra. Ter estado em Paris constituía, naquela boa terra, um título de superioridade.
Ao cabo de algum tempo, ninguém mais se atrevia a erguer os olhos para a filha do Comendador Costa, contra a qual se estabeleceu pouco a pouco certa corrente de animadversão.
Começaram todos a notar-lhe defeitos parecidos com os das uvas de La Fontaine, e, como a qualquer indivíduo, macho ou fêmea, que estivesse em tal ou qual evidência, era difícil escapar ali a uma alcunha, em breve Antonieta se tornou conhecida pela "Não-me-toques".
II
Teria sido realmente amada? Não, mas apenas desejada, - tanto assim que todos os seus namorados se esqueceram dela...
Todos, menos o mais discreto, o mais humilde, o único talvez, que jamais se atrevera a revelar os seus sentimentos.
Chamava-se José Fernandes, e era o primeiro empregado da casa do Comendador Costa, onde entrara aos dez anos de idade, no mesmo dia em que chegara de Portugal.
Por esse tempo veio ao mundo Antonieta. Ele vira-a nascer, crescer, instruir-se, fazer-se altiva e bela. Quantas vezes a trouxera ao colo, quantas vezes a acalentara nos braços ou a embalara no berço! E, alguns anos depois, era ainda ele quem todas as manhãs a levava e todas as tardes ia buscá-la no colégio.
Quando Antonieta chegou aos quinze anos e ele aos vinte e cinco, "Seu José" (era assim que lhe chamavam) notou que a sua afeição por aquela menina se transformava, tomando um caráter estranho e indefinível; mas calou-se, e começou de então por diante a viver do seu sonho e do seu tormento Mais tarde, todas as vezes que aparecia um novo pretendente à mão da moça, ele assustava-se, tremia, tinha acessos de ciúmes, que lhe causavam febre, mas o pretendente era, como todos os outros, repelido, e ele exultava na solidão e no silêncio do seu platonismo.
Materialmente, Seu José sacrificara-se pelo seu amor. Era ele, como se costuma dizer (não sei com que propriedade) o "tombo" da casa comercial do Comendador Costa; entretanto, depois de tantos anos de dedicação e amizade, a sua situação era ainda a de um simples empregado; o patrão, ingrato e egoísta, pagava-lhe em consideração e elogios o que lhe devia em fortuna. Mais de uma vez apareceram a Seu José ocasiões de trocar aquele emprego por uma situação mais vantajosa; ele, porém, não tinha ânimo de deixar a casa onde ao seu lado Antonieta nascera e crescera.


III
Um dia, tudo mudou de repente.
Sem dar ouvidos a Seu José, que lhe aconselhava o contrário, o Comendador Costa empenhou a sua casa numa grande especulação, cujos efeitos foram desastrosos, e, para não fechar a porta, viu-se obrigado a fazer uma concordata com os credores. Foi este o primeiro golpe atirado pelo destino contra a altivez da "Não-me-toques".
A casa ia de novo se levantando, e já estava quase livre dos seus compromissos de honra, quando o Comendador Costa, adoecendo gravemente, faleceu, deixando a família numa situação embaraçosa.
Um verdadeiro deus ex machina apareceu então na figura de Seu José que, reunindo as suadas economias que ajuntara durante trinta anos, e associando-se a D. Guilhermina, fundou a firma Viúva Costa & Fernandes, e salvou de uma ruína iminente a casa do seu finado patrão.

IV
O estabelecimento prosperava a olhos vistos e era apontado como uma prova eloqüente de quanto podem a inteligência, a boa fé e a força de vontade, quando o falecimento da viúva D. Guilhermina veio colocar a filha numa situação difícil...
Sozinha, sem pai nem mãe, nem amigos, aos trinta e dois anos de idade, sempre bela e arrogante em que pesasse a todos os seus dissabores, aonde iria a "Não-me-toques"?
Antonieta foi a primeira a pensar que o seu casamento com José Fernandes era um ato que as circunstâncias impunham...
Antes da sua orfandade, jamais semelhante coisa lhe passaria pela cabeça. Não que Seu José lhe repugnasse: bem sabia quanto esse homem era digno e honrado; estimava-o, porém, como a um tio, ou a um irmão mais velho, - e ela, que recusara a mão de tantos doutores, não podia afazer-se a idéia de se casar com ele.
Entretanto, esse casamento era necessário, era fatal. Demais, a "Não-me-toques" lembrava-se de que o pai, irritado contra os seus contínuos e impertinentes muxoxos, um dia lhe dissera:
- Nã0 sei o que supões que tu és, ou o que nós somos! Culpa tive eu em dar-te a educação que te dei! Sabes qual é o marido que te convinha? Seu José! Seria um continuador da minha casa e da minha raça!
Tratava-se por conseguinte, de homologar uma sentença paterna. A continuação da casa já estava confiada a Seu José: era preciso confiar-lhe também a continuação da raça.
Assim, pois, uma noite ela chamou-o e, com muita gravidade, pesando as palavras, mas friamente, como se se tratasse de uma simples operação comercial, lhe deu a entender que desejava ser sua mulher, e ele, que secretamente alimentava a esperança desse desenlace, confessou-lhe trêmulo, e com os olhos inundados de pranto, que esse tinha sido o sonho de toda a sua vida.

V
Casaram-se.
Nunca um marido amou tão apaixonadamente a sua esposa. Seu José levou à Antonieta um coração virgem de outra mulher que não fosse ela; fora das suas obrigações materiais, amá-la, adorá-la, idolatrá-la, tinha sempre sido e continuava a ser a única preocupação do seu espírito...
Entretanto, não era feliz; sentia que ela o não amava, que se entregara a ele apenas para satisfazer a uma conveniência doméstica: era apática; sem querer, fazia-lhe sentir a cada instante a superioridade terrível das suas prendas. Ninguém melhor que ele, tendo sido, aliás, até então, o único homem que lhe tocara, se convenceu de quanto era bem aplicada aquela ridícula alcunha de "Não-me-toques".
O pobre diabo tinha agora saudades do tempo em que a amava em silêncio, sem que ninguém o soubesse, sem que ela própria o suspeitasse.


VI
Antonieta aborrecia-se mortalmente naquele casarão onde nascera, e onde ninguém a visitava, porque o seu caráter a incompatibilizara com toda a gente.
O marido, avisado e solícito, bem o percebeu. Admitiu um bom sócio na sua casa comercial, que prosperava sempre, e levou Antonieta à Europa, atordoando-a com o bulício das primeiras capitais do Velho Mundo.
De volta, ao cabo de um ano, construiu uma bela casa no bairro mais elegante da cidade, encheu-a de mobílias e adornos trazidos de Paris, e inaugurou-a com um baile para o qual convidou as famílias mais distintas.
Começou então uma nova existência para Antonieta, que, não obstante aproximar-se da medonha casa dos quarenta, era sempre formosa, com o seu porte de rainha e o seu colo opulento, de uma brandura de cisne.
As suas salas, profundamente iluminadas, abriam-se quase todas as noites para grandes e pequenas recepções: eram festas sobre festas.
Agora já lhe não chamavam a "Não-me-toques"; ela tornara-se acessível, amável, insinuante, com um sorriso sempre novo e espontâneo para cada visita.
Fizeram-lhe a corte, e ela, outrora impassível diante dos galanteios, escutava-os agora com prazer.
Um galã, mais atrevido que os outros, aproveitou o momento psicológico e conseguiu uma entrevista - Esse primeiro amante foi prontamente substituído. Seguiu-se outro, mais outro, seguiram-se muitos...


VII
E quando Seu José, desesperado, fez saltar os miolos com uma bala, deixou esta frase escrita num pedaço de papel:
"Enquanto foi solteira, achava minha mulher que nenhum homem era digno de ser seu marido; depois de casada (por conveniência) achou que todos eles eram dignos de ser seus amantes. Mato-me."

(Correio da Manhã, 12 de outubro de 1902)

Adriana

O livro da minha vida- Blogagem coletiva

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009





Hoje é dia de blogagem coletiva e não poderia ter tema melhor do que este, o livro da minha vida, Essa Blogagem foi elaborada pela Vanessa do blog Fio de Ariadne ,bem, como já devem ter percebido o meu livro, aquele que guardo na memória, lá num cantinho bem especial é "Alice no país das maravilhas"de Lewis Carrol.

Eu li este livro na minha infância, não sei se terei outros livros que me toquem tanto quanto este, o que sei é que este foi inesquecível.

Quando li devia ter uns 9 anos, uma amiga do colégio me emprestou, peguei o livro e a primeira impressão que tive foi da capa, acontece como num romance, primeiro você observa, se apaixona pelos detalhes, a imagem é muito forte, se aproxima, pode até acontecer um contato mais próximo tipo uns abraços e cheirinhos, mas enfim depois partimos para o conteúdo.

Na capa estava em letras grandes, Alice no país das maravilhas, minha mente já se adiantou e já neste momento a minha aventura começou, cheguei em casa e devorei o livro, fiquei dormente, mergulhada, eram sensações e mais sensações que se misturavam naquele momento.

Primeiro alice viu o coelho branco, depois caiu em sua toca e foi para um mundo totalmente mágico e cheio de aventuras, lá ela aumentava e diminuia de tamanho encontrou personagens como o chapeleiro maluco ou a rainha de copas que ficava gritando a todo momento "Cortem as cabeças!"

Foi paixão a primeira vista, descobri que existia um mundo paralelo a este, um mundo onde tudo era possível, fantasia, magia, o mundo da leitura existia! e era lindo! e naquele momento eu fazia parte dele.

Vivi cada momento daquela aventura na pele de Alice, e quando terminei de ler, li de novo e fiquei com uma pena enorme de ter acabado...
Então este foi o livro da minha vida...

E que cortem as cabeças! Rsssss

Uma ótima leitura a todos

Adriana

Blogagem coletiva

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009


A vanessa do blog Fio de Ariadne teve uma idéia maravilhosa, uma blogagem coletiva sobre o livro da nossa vida.
Vai acontecer no dia 17/02/09 e se você quiser participar também, é só seguir as seguintes regras:
1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários deste post;
2. leve o selo da coletiva ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada um post falando sobre o livro, sobre a experiência de lê-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do livro da sua vida, você é quem manda.
Espero te ter aqui lendo sobre o livro da minha vida e quem sabe até participando...
Um ótimo domingo
Adriana

O grito do Ipiranga

Independência ou morte!
Óleo sobre tela, 760 x 415 cm
Museu paulista da USP, São Paulo, Brasil


Essa é a tela Independência ou morte!, do pintor Pedro Américo, mas também muito conhecida como o grito do Ipiranga.

Pedro Américo com 11 anos foi para o Rio de Janeiro estudar no colégio Pedro II, mais tarde cursou a Academia Imperial de Belas artes onde teve desempenho brilhante, depois foi se aperfeiçoar na europa cursando a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Física de Ganot e a Sorbonne, sendo discípulo de Ingres, um dos maiores nomes do neoclassicismo francês, e também de Coignet, Hippolyte Flandrin e Horace Vernet. Durante sua estadia européia visitou outras capitais a fim de ampliar seus horizontes culturais.

Além de pintor foi historiador, filósofo e escritor, Pedro Américo inseriu-se na tradição acadêmica de índole neoclássica que foi estabelecida pela Academia Imperial, que privilegiava temas históricos e personificações alegóricas em abordagens idealistas, mas quando sua carreira realmente tomou alento o estilo geral já havia evoluído para o Romantismo, tendência que ele rapidamente pode acompanhar e onde deixou sua melhor produção.

Para saber mais sobre Pedro Américo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_Am%C3%A9rico

Nessa Tela, o pintor alterou os fatos que realmente aconteceram e fez uma reconstrução simbólica da cena.

  • Na época de Dom Pedro, o meio de transporte para subir a serra não era o cavalo e sim burros e mulas.
  • No dia ele vestia roupas simples para proteger-se do pó e não uma farda.
  • A colina onde ocorreu o fato era distante do riacho do Ipiranga, o pintor aproximou os dois lugares para colocar Dom Pedro numa posição mais elevada.
  • Nossa independência foi proclamada em 7 de setembro de 1822 e a guarda de honra retratada na tela só foi criada em dezembro daquele ano.

Em cada obra de arte encontramos um simbolismo, um detalhe escondido que pode revelar muito do artista, do que ele queria nos passar

Aproveitem as artes, pois elas representam a alma de quem as produziu...

Adriana

A história dos blogs

Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

De onde será que surgiu essa idéia de transformar pensamentos em páginas pessoais na internet?
Há algum tempo as meninas adoravam ter seus diários, mas esses eram livrinhos todos enfeitados, com adesivos, figurinhas, corações, geralmente eram rosa, tinham cheirinho de chiclete e claro um cadeado na capa para evitar possíveis invasores da intimidade alheia, confesso a vocês que cheguei a ter o meu, era lindo! todas as páginas eram decoradas, como se fossem papéis de carta, as vezes dava até pena de escrever, mas enfim, ali colocávamos nossos segredos, mas que coisa! nunca parei para pensar nisso, mas segredo não se escreve jamais! a palavra escrita cria raiz, são mais poderosas e duram para sempre...
Quando as meninas se reuniam cada qual com seu livrinho nas mão dividiam confidências, deixavam até que uma escrevesse no diário das outras, mas os irmãos... esses deviam passar longe.
Pode ter sido daí o inicio dos diários dessa vontade de falar e ao mesmo tempo esconder, de concretizar sentimentos, de ver o que se está pensando.
Na época de adolescente não era bem um diário que estava na moda mas sim uma agenda que ficava lotada de coisas, sabe, guardar aquele papel de bombom que o garoto mais lindo da escola te deu, ou colocar uma foto do garoto que você estava gostando e tascar um beijo com um batom vermelho por cima da foto, pois é... ali tinha de tudo, perfume, entrada de cinema, cada dia um recadinho, uma anotação, alguém pensa que a agenda voltava a fechar de novo? nunca mais! ficava pesada de pensamentos.
Talvez isso tudo tenha evoluido para um blog, que agora sendo virtual nos coloca em contato com o mundo, um diário aberto, pensamentos agora voam e ganham atitudes e opiniões, segredos? não mais, a onda agora é que todos vejam e saibam e que comentem.
Sobre os blogs dizem que tudo começou com um site sobre FAQ criado por Jorn Barger , mas como tudo na vida evolui os blogs também evoluiram cresceram e não são só diários virtuais agora são praticamente revistas online, onde pode-se encontrar sobre os mais diversos assuntos.

Ainda bem que tem cabeças por aí tendo idéias maravilhosas como esta...

Que você também tenha uma ótima idéia hoje...

Adriana

Mimo

Hoje estou muito feliz por poder postar esses lindos mimos que recebi da amiga Max

Max quero te dizer que você também faz muita diferença por aqui e que seu blog também é muito maneiro!
Obrigada querida!
Quero oferecer esses selinhos a todos meus amigos que me visitam e comentam
Ah sim, tem algumas regrinhas:
1- Pegar o selo, abaixo (copiar)
2- Dizer de quem recebeu a indicação (linkar)
3- Indicar 10 blogs maneiros e avisá-los sobre o selo.
Um ótimo domingo a todos
Adriana

percepção

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009











E então o que vocês conseguem ver nas imagens?
As vezes nossos olhos nos enganam...
Um ótimo domingo e divirtam-se
Adriana



Liberdade

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Vou começar este artigo com uma pergunta: "o que é ser livre?" há os que acham que liberdade é fazer tudo que tem vontade na hora que bem entender, mas como medir a minha liberdade sem ultrapassar os limites da liberdade dos outros? liberdade é algo que vive unida com responsabilidade e respeito ao próximo, ser livre é ter entendimento para tomar suas próprias decisões sem desreipeitar o direito alheio.
Há quem diga também que é ter poder, ter direitos, ter opinião, e há outros que nem acreditam que ela de fato existe acham que é sonho, ilusão.

Corpo / Alma

A liberdade é muito buscada, queremos ser livres mesmo que a gente não saiba direito o que isso significa, queremos ter direitos, gritar ao mundo nossas opiniões, nossas vontades, nossas maneiras de ser, quero ir e vir, poder circular pelo mundo, um mundo sem fronteiras! quero ser perdoada quando cometo algum deslize, ah...perdoar é tão difícil, quero liberdade total para meu corpo, sair quando bem entender, não querer dar muitas satisfações, ter minhas próprias opiniões sobre a vida e o mundo, meu corpo é livre, eu decido quando e o que farei com que ele, mas a liberdade ultrapassa esses limites.
A verdadeira liberdade é aquela espiritual, é estar com a consciência tranquila de ter caminhado por caminhos corretos, é buscar a fonte da vida, é saber que tudo não acaba por aqui, que existe algo além e que temos também de nos preparar para uma vida liberta por lá.
Se alguém mata, comete violência, rouba e pratica tudo de ruim e acha que mesmo assim é livre somente porque a justiça não o apanhou ou condenou, engana-se, pois esses atos atuam diretamente sobre a alma, para se ter eternidade é preciso ter bondade.

Escravidão

A escravidão as vezes vem de forma camuflada, a pessoa pode ser rica, ter poder, achar que é livre mas estar tão ligado as coisas materiais a ponto de não conseguir mais ser feliz sem elas, isso é uma forma de escravidão, pode-se ser escravos de compras, de ter e ter cada vez mais, ser escravo do dinheiro, por exemplo aquela pessoas que trabalha vinte e quatro horas por dia com o objetivo de ser melhor que seu vizinho, de ter o melhor carro, as melhores roupas, isso tudo é muito vazio, é muito pequeno, quando Deus nos deu essa vida, nos deu a oportunidade de aprender e melhorar cada vez mais, melhorar nossos relacionamentos com o outro, aprender a amar mais. imaginem se o principal objetivo de estarmos aqui na terra fosse ganhar dinheiro...
Pode-se também ser escravo da moda, de pensamentos ruins, ignorância e mais um monte de tipos de escravidão.

Qual o caminho para a liberdade?

Ser livre é ter a real certeza de que temos um objetivo por aqui que vai muito além de ganhar dinheiro e correr de um lado para o outro sem ao menos perceber quem está a seu lado, é saber que viver bem por aqui é importante mas que um dia iremos para outro lugar e tudo ficará por aqui, não terá mais valor; É valorizar mais o ser, ter uma boa convivência, e querer saber mais, é buscar o conhecimento não só físico mas também espiritual.

"... Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus dicípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."
JO 8:31,32

As vezes não queremos ouvir a verdade, estamos presos a nossa maneira de vida, e ficamos até com raiva se alguém chegar e falar que estamos errados, mais ouvir é muito bom! Esse é o caminho principal para o aprendizado.

"Em verdade, em verdade vos digo que se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte eternamente." JO 8: 51

Um ótimo domingo a todos

Adriana

Einstein- O enigma do Universo

Domingo, 18 de Janeiro de 2009


Quem compra esse livro e espera ler tudo sobre física, matemática e mais um monte de equações, está redondamente enganado, este livro é pura filosofia, o livro é uma abordagem filosófica e humanista do mundo.
O autor Huberto Rohden conviveu com Einstein na universidade de Princeton e relata várias passagens e curiosidades sobre ele.
O livro fala sobre intuição, sensibilidade, uma outra visão de mundo e dos acontecimentos.
Einstein disse que qualquer lei cósmica poderia ser descoberta pelo puro raciocínio, devido a uma "certa intuição"
Aqui estão alguns trechos do livro


"O mundo do Uno (causa) é revelado ao homem quando ele está em condições de receber essa revelação, o homem não pode causar esta revelação da realidade mas pode condicioná-la"


"Eu penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar e mergulho no silêncio, e eis que a verdade me é revelada"


"O pensamento é intuitivo e não meramente analítico"


"O homem ego-pensante restrito a seus sentidos e da mente não compreende que a razão pode alargar notavelmente este circulo abrangendo áreas muito maiores da consciência que costumamos denominar cosmo-consciência"


"Ciência e religião são duas linhas paralelas que não se encontram, porque operam em dimensões diferentes: a ciência trata apenas dos fatos, a religião trata dos valores; O melhor seria por os fatos a serviço dos valores."


"Quando o homem consegue libertar-se, pelo menos momentaneamente da ilusória escravidão dos sentidos, e com isso de tempo e espaço, enxerga pela primeira vez a realidade em si mesma."


"Quando um homem põe termo a sua vida, à vista é chamado de suicida, mas quando se mata em prestações, por um conformismo doentio, então é chamado homem civilizado."


Este livro é interessante por mostrar um pensamento filosófico totalmente inovador, incentivar o desenvolvimento da intuição e da religação com algo maior, ser canal, desenvolver o raciocino, separar razão de sentidos.
Pontos negativos: Apesar de mostrar o pensamento filosófico de maneira detalhada algumas vezes torna-se um pouco repetitivo.
Concluindo é um livro de leitura agradável
Adriana

Libertando-se do passado

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

É incontestável que nossas bases nos dizem muito e nos são muito importantes, isto é, o que aprendemos lá na infância, nos dizem muito e nos direcionam para as mais diversas ações.
Com isso fortalecemos conceitos éticos, morais, condutas e tudo isso fica guardado nos arquivos de nossas mentes.
Mas nesses mesmos arquivos guardamos também nossos momentos ruins, respostas a situações drásticas, traumas, fracassos, situações que não queremos presenciar novamente.
Enterramos, jogamos essas informações fora, será verdade?
Por mais que isso seja a nossa vontade, muitos desses momentos voltam, surgem de maneira inesperada e nos assombram, influenciando nossas maneiras de agir e pensar, conceitos novos deixam de ser aprendidos, deixamos de dar um passo para frente, e ficamos tendo respostas baseadas em fatos passados.
As vezes falamos: "te perdoo" mas tempos depois jogamos na cara da pessoa aquele mesmo fato que perdoamos, será a volta dos mortos?
Quando algo do passado ainda nos faz mal, quer dizer que ele ainda não foi resolvido, precisamos repensá-lo, resolvê-lo de forma satisfatória para seguirmos em frente.
Precisamos esvaziar as lixeiras da mente selecionando o que merece ser reciclado e o que merece ser eliminado.
Vamos começar 2009 nos libertando do passado, fazendo uma limpeza geral para continuarmos bem a nossa caminhada.

Adriana

Clarice Lispector

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia e veio para o Brasil ainda bem pequena, começou a escrever assim que aprendeu a ler, seus textos são puro sentimento, escrevia como ninguém, conseguia representar com palavras o mais intimo interior do ser.
Seu primeiro romance escrito aos 19 anos foi "Perto do coração selvagem", Clarice mergulhava no psicológico e sentimentos de seus personagens .
Ela dizia que quando se comunicava com adultos através de seus livros ela estava se comunicando com o mais secreto dela mesma o que torna a ação difícil, o que não ocorria quando escrevia para crianças, dizia também que escrevia para se ver livre de si mesma.
Definia-se como tímida e ousada ao mesmo tempo, quando não escrevia se sentia morta, mas precisava deste tempo para esvaziar a mente e começar a produzir algo novo.
Seu livro mais importante foi "A hora da Estrela", dizia que escrevia simples, não enfeitava, mas muitas vezes não foi compreendida.

Para vocês uma parte de um conto maravilhoso


Felicidade clandestina - Clarice Lispector


"Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses..."


Para ler o conto completo

http://intervox.nce.ufrj.br/~valdenit/felicida.htm

Este vídeo é parte de uma entrevista de Clarice Lispector




Adriana

Feliz ano Novo

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Recados do Orkut


Sua família espera por um Recado de Ano Novo que nem esse! Clique abaixo!
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Desejo a todo que estiveram aqui neste ano um maravilhoso ano Novo, cheio de realizações, a presença de todos vocês aqui neste blog foi muito importante, e a vocês que comentaram um obrigada muito especial.Feliz ano Novo e até o Ano que vem...


Adriana

Código de Hamurabi

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

É interessante como vemos ao longo da história como as sociedades sempre buscam códigos e leis que tornem a vida em comum mais aceitável, geralmente nesses códigos encontramos normas e condutas para uma vida mais regrada, mais ética, quase sempre nessas leis a moralidade é exaltada e o menos favorecido resguardado.
No caso do código de Hamurabi haviam punições caso a lei não fosse cumprida e essa punição era diferente para cada classe social, as leis de hoje ditam que todos os cidadãos são iguais, mas como diz o ditado popular: "a corda sempre arrebenta no lado mais fraco". As leis não toleram desculpas ou explicações para erros ou falhas, não se podia errar, não haveria uma segunda chance, relaxamento de penas ou indultos, aqui se fez aqui se pagou, o código era exposto livremente à vista de todos, de modo que ninguém pudesse alegar ignorância da lei como desculpa, mas por uma "infeliz coincidência" poucas pessoas sabiam ler.
hoje evoluimos muito, pois, a grande maioria sabe ler e escrever mas não é curioso, que mesmo assim continuamos sem nada entender de leis, mera coincidência? a maioria continua totalmente analfabeta nestas questões juridicas: "mas, doutor o senhor está falando grego"

O código dizia algumas coisas como:

a hierarquia da sociedade divide-se em três grupos: os homens livres, os subalternos e os escravos , hoje em dia a maioria dos homens livres são subalternos e alguns até tratados como escravos.

os honorários dos médicos variavam de acordo com a classe social do enfermo, hoje se você tem dinheiro paga planos de saúde, se não fica a merce da saúde plública que muitas vezes de nada adianta.

um arquiteto que construir uma casa que se desmorone, causando a morte de seus ocupantes, é condenado à morte , hoje claro que não, e longe de mim falar o contrário, mas os direitos humanos estão aí para isso.

No Tempo do Hamurabi, as coisas eram sem meio termo, olho por olho dente por dente, sem desculpas, sem perdão, hoje evoluimos a história seguiu seu rumo, pena que não vejo grandes diferenças, se as punições não são determinadas pelas leis ou pelo Estado, a sociedade se encarrega através da violência e transgressões diversas.

Adriana

Meme

Um Meme bem interessante, quem me convidou foi a Max

Regras:
Linkar a pessoa que te indicou.
Escrever as regras em seu blog.
Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
Deixe a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.


Bem, falar seis coisas sobre mim:

1- Amo livros, gosto muito de ler, tanto livros como revistas, gosto de passar horas em livrarias e sebos.

2-Amo artesanato, todos os tipos, gosto de aprender novas tecnicas, e gosto de aprender sozinha.

3- A internet já faz parte da minha vida e é difícil me ver sem ela.

4-Gosto de cozinhar mas detesto lavar a louça.

5-Em minhas viagens adoro ir em museus.

6-Não tenho muita paciência.


Convido para este meme

Graciela
Cláudia
Juli

Um ótimo final de semana a todos

Adriana

Feliz Natal

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008


mensagens - Recados Para Orkut

Confira mais figuras para Mensagens:
http://www.ocomentarios.com/orkut/906/1/Mensagens.html

A luz do mundo

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

O mundo se depara muitas vezes com a luz, essa luz pode ser interpretada de diversas formas, por exemplo o conhecimento é um tipo de luz, uma luz que te tira das trevas da ignorância, que te dá ciência, que te abre caminhos.
Poderia dizer também que luz é energia que todo o mundo com suas potências e ações envolvem energia, energia esta que está em constante transformação e reciclagem.
Pessoas podem trocar essa tal energia quando fazem o bem, quando desejam o bem, quando apenas projetam um sentimento bom para o próximo.
Existem pessoas que são iluminadas, que quando chegamos perto sentimos algo bom, que transmite força, amor, segurança, pessoas assim transpiram felicidade e fazem os outros felizes.
Já repararam como os sentimentos são contagiantes, o quanto uma gargalhada de alguém pode despertar um sentimento bom em outras pessoas, e o contrário também é verdadeiro, sentimentos ruins também contagiam, temos vontade de chorar quando vemos uma cena triste
Mas de onde vem essa luz e o que ela é afinal? Essa luz vem de dentro, é um conjunto de sentimentos? de ações auto sustentadas?
A questão é que podemos nos transformar, nos renovar o espírito através de palavras de sentimentos de atitudes.
Existem aqueles que optam por andar em trevas, querem e desejam isso, fazem tanto mal ao próximo que não percebem que o mal maior é o que está ocorrendo com ele próprio, outros vivem numa montanha russa com altos e baixos, numa hora é luz na outra trevas, não se decidiu não quer saber, só enxerga a si próprio, não faz questão dos outros acha que está sozinho no mundo.
Tem pessoas que não se dão conta que não é necessário muita coisa , um bom dia com um sorriso no rosto as vezes já é um grande começo.
Deus é nossa grande luz, através de Jesus, a luz entrou no mundo com seus ensinamentos, essa luz é o meu modelo, agradeço a cada dia por tudo que Deus me concede, por ser tão bom comigo e com minha família.
Todos podem estar na luz, depende de como se leva a vida e o que se quer dela, então como estamos no mês de dezembro, em que comemoramos o Natal, desde já te convido a praticar uma renovação, vamos ser luz.

Adriana

Troquinha de Natal

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Eu e a Gilda já trocamos os presentinhos de Natal, todas as fotos estão no

Artesanato e Criatividade

E todos vocês estão convidados a conferir

Adriana

A medicina hoje

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Fico triste em ver em que a medicida está se tornando, um grande exército de pessoas de jaleco branco atrás de suas mesas receitando remédios e mais remédios.
Parem para reparar, geralmente é sempre a mesma coisa, você entra no consultório, sua cadeira já o espera, automaticamente você senta olha para o médico que fala:

___O que te troxe aqui? ou Como está passando?

___Eu estou com um pouco de do...

O individuo que já estava com um bloco de receitas na mão, já começa a escrever algo

___Mas doutor, eu ando tendo nauseas...

E o médico que raramente te olha nos olhos, neste momento larga a caneta, te olha e se você for mulher, te pergunta:

___Não está grávida?

___Não doutor, minha menstruação está normal...

___Ahhh, isso então é virose

Mas que virose? hoje tudo é virose, não se tem mais paciência, ninguém quer ouvir o paciente, tratá-lo como um outro ser humano, alguém que está passando por um momento difícil, que está fragil, com medo e que precisa muito ser ouvido, que precisa falar com detalhes o que está sentido, pois, só assim o diagnóstico poderá ser correto.

As pessoas mais idosas me contam qua antigamente, os médicos cuidavam de toda a família, faziam um relatório da saúde de cada um e ali tinham um histórico de acompanhamento, hoje, tirando um ou outro não vejo muito.

A medicina virou um grande comércio, ser médico dá status.

Os planos de saúde estão aí para arrancar todos os nossos tostões e quando mais precisamos corremos o risco de ficar na mão.

Você pode também pagar uma consulta particular, vai pagar caro, esperar muito e ainda te recomendo a levar um bloquinho com tudo o que você precisa falar anotado, pois, terá que falar bem rápido e corre o risco de esquecer alguma coisa.

Eu não sou favorável a tomar um monte de remédios, a não ser que sejá uma doença grave e seja estritamente necessário, mas gosto de investir em prevenção, gosto muito da homeopatia, e me desculpem os céticos, mas que dá certo, dá.

Então o que é importante é saber que existe muitos caminhos, homeopatia, acupuntura, uma dieta saudável, exercícios físicos e não apenas ficar a merce da industria de remédios.

É importante saber que qualidade de vida é sinônimo de mudança de hábito, comer coisas com menos conservantes, mais naturais, mais frutas, verduras, abrir mão de certos prazeres que não contrubui em nada com a saúde.

Não quero muito, apenas uma medicina mais humanizada, quero que curem a medicina para que possamos ter uma vida melhor, com mais qualidade.

Adriana